quinta-feira, 3 de outubro de 2013

VELEDA





“Veleda era um Jaguar, espírito nobre que, com seus olhos, dominava as mentes e via quadros do passado, do presente e do futuro. Pitonisa dos Germânicos, suas profecias eram sagradas e não sofria qualquer forma de pressão entre o seu povo.

Foi chamada a Roma, onde sua fama tinha chegado, para ver o quadro do imperador Vespasiano.

Quando chegou a Roma, não conteve seu desprezo pela vida que levavam.

Naquela época, a cidade atingia o apogeu de sua vida de devassidão e orgias.

Conduzida até o imperador, Veleda previu a invasão dos Vikings, guerreiros mascarados que, vindos do Norte, iriam destroçar os romanos e liquidar a cidade.

Cheio de ira, Vespasiano mandou prendê-la. Veleda era uma feiticeira - dizia ele - e não havia lugar para ela em Roma. Decidiu que a morte seria o castigo para quem ousava dizer que Roma teria um fim!

Vespasiano mandou conduzi-la à praça pública onde, exposta ao povo, seria julgada pelo crime de prever o fim de Roma.

Junto a uma cruz, Veleda recebeu com carinho e amor aqueles que a seguiam, que a entendiam como espírito superior que era, e, já sabendo o destino que a aguardava, despediu-se de seus guerreiros e de suas tropas.

Conduzida por centuriões romanos, foi amarrada a uma biga, sendo esquartejada pelos cavalos a galope.

Agora, no Primeiro de Maio de 1980, revivemos os últimos momentos de Veleda, e penetramos no nosso Quinto, porque Veleda era uma conjunção de cinco raízes e representava uma força viva.”

(Tia Neiva, 1.5.80)

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