sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Caridade


 
 
 
“No mundo missionário dos espíritos há sempre uma luz que predomina, mas há, também, sempre um missionário que refreia os seus dotes de bom cristão e vai penetrando ele mesmo, e, em vez de puxar a sua missão para fora, fica a se promover como aquele que tem as suas superstições e vive a acender velas atrás da porta...

E, quando parte a sua nave, porque a sua história terminou, ele chega do outro lado e encontra um mundo dinâmico, fica a se envergonhar atrás de suas roupinhas velhas trazidas da Terra.

Sim, meu filho, a vida é igual às vidas. Temos muito o que fazer dentro da nossa individualidade. Por isso, nos encontramos, todos os dias, com ela. Formamos os nosso sonhos e nos atiramos nos grandes painéis que formam o calendário da vida na Terra. Sim, na Terra, porque a Terra só ouve os nossos lamentos quando abrirmos os nossos plexos.

É por isso que eu os vejo tão grandes e acredito em vocês, meus filhos jaguares, e nas coisas que vocês têm para oferecer, e porque os ensinei a transmitir o suficiente em suas jornadas. Tenho que ensinar-lhes mais coisas e, muitas vezes, penso como o velho Serrano.

O velho Serrano tinha o seu castelo na subida da serra e emitia as coisas que lhe vinham e que ouvia do céu. Contam que, depois de ensinar com esmero um grupo de jovens e fazê-lo missionários cristãos, explicou-lhes como “limpar” seus caminhos e como devia caminhar um missionário cristão...

O fato é que, chegando o dia da partida daquele grupo, um missionário perguntou-lhe:

- Mestre, o que devemos fazer de melhor, quando sairmos daqui? Usar os dons da sabedoria, da ciência, da fé? O dom de curar enfermos, as operações maravilhosas nos castelos e palácios? Discernir um espírito... Qual a maior virtude?

- A maior virtude - respondeu-lhe o Mestre - é a CARIDADE sofredora, a benigna caridade, aquela caridade que o missionário faz sem leviandade, sem sublimação, até pelo contrário, às vezes, se esquece até de Deus para servir ao seu semelhante. Essas são as pedras brilhantes que vão enriquecendo o nosso pobre tesouro, em nossa Legião: a caridade sofredora!

Terminadas suas explicações, Mestre Serrano, batendo nas costas de cada um, soluçando, despediu-se. Todos fizeram o mesmo com seu Mestre, e foram cumprir com sua missão.

Desceram prontos e, com eles, um só pensamento: “O SENHOR É O MEU ROCHEDO, O MEU LUGAR FORTE, A MINHA FORTALEZA EM QUE CONFIO, O MEU ESCUDO, A MINHA SALVAÇÃO; EM DEUS PAI TODO PODEROSO ENCONTRAREI O MEU REFÚGIO!”

Enquanto andavam, um tagarelava:

- È, Mestre Serrano nos disse que, quando adquiríssemos a prática, seria tempo de afiarmos nossas ferramentas. Estamos afiados, porque não fazemos mais aquelas perguntas insignificantes, viu? Todo aquele acervo científico que adquirimos, toda luz do nosso mestre, resultou em poucas palavras: A virtude está na caridade, no auxílio da caridade sofredora!

Riram! Nisso, começou uma polémica científica, em que se equiparavam ao Mestre. Viram o quanto eram maravilhosos os ensinamentos daquele Mestre. Ficaram tão empolgados que quase não se aperceberam de uma mulher chorando, sentada na estrada, tendo a sua ferida sangrando.

Se apavoraram com aquele sangue e, de imediato, ergueram as mãos para o céu, pediram a Deus a força do Prana, e a mulher ficou curada.

Meu filho jaguar, não devemos pesar os nossos dotes, e não vamos dar explicações uns para os outros daquilo que fizemos ou adquirimos. Cada um procure saber o que adquiriu, consigo mesmo.

Meu filho, esta é a nossa primeira aula e vou procurar deixar em cada uma, uma passagem escrita.

Cuidado, filho! Lembro-me de uma vez que, ali nas imediações do IAPI, curei uma mulher que, também, sangrava muito e, ao chegar em casa, eu falava para uma porção de motoristas sobre o que fizera, quando Pai João de Enoque chegou ao meu ouvido e alertou:

- Fia, cuidado! Estás conversando muito... Próxima de você tem outra mulher com um problema semelhante e, talvez, você não possa curar... Essa não é a sua especialidade. Sua especialidade ainda é a Doutrina, e não lhe foi entregue ainda um Mestre!

Isso aconteceu em 1959.” (Tia Neiva, 31.7.84)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

“Tia Neiva” (Neiva Chaves Zelaya)


 
 
 
“Tia Neiva” (Neiva Chaves Zelaya) é Clarividente. Sua clarividência, porém não corresponde a mesma definição ou a idéia generalizada de como a Parapsicologia no-la apresenta. Essa quase-ciência só diz respeito à paranormalidade, que por sua vez é apenas a hipertrofia dos sentidos, efeitos da super-excitação por carência enzimática. A Parapsicologia na verdade nada tem haver com a vida espiritual.

Tia Neiva é um Ser Crístico, uma missionária no mais amplo sentido, seguidora da escola de Francisco de Assis, mas que vive e age nestes tempos modernos, preparando o homem para o próximo Milênio. Para nós, seres comuns, é difícil, senão impossível, traçar um perfil ou definir o que é a Clarividência de Tia Neiva. Nossa mente não alcança sua fenomenologia, a não ser pelas coisas que ela se expressa ou as coisas que acontecem em torno dela. Ela vê o passado próximo e remoto, o desenrolar do presente e o futuro. Embora ela não goste de fazer profecias ela realmente é uma Profetisa.

Neiva se desdobra conscientemente e é vista em dois lugares ao mesmo tempo; ou então ela projeta a luz dos seus olhos e vê cenas distantes, descrevendo com precisão os acontecimentos. Sua maior virtude, porém é sua infinita paciência, tolerância, humildade e amor incondicional. Ela segue de perto as pegadas de Pai Seta Branca esse Mestre Universal, que também se chama Francisco de Assis, Simiromba, Kutumí e que talvez tenha mais outros nomes. Esta é sua autobiografia quase sem retoques. Nossa contribuição foi apenas de a colocar de maneira literária para que fizesse jus a melhor clareza e ela fosse melhor entendida.

Mário Sassi:Companheiro de jornada

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Somos almas afins, nos amamos muito


 
 
 
Neiva, cuidado com esse homem. Ele está apaixonado por você e foi por isso que eu já lhe dei o “bilhete azul”. Falei que aqui não há lugar para ele.

Você está louca, Mãe Neném, eu sempre soube me manter, e nunca houve nada, nem mesmo insinuações.

Bem, de qualquer jeito você já esta avisada, Salve Deus!

Fui falar com Nelson Santos, mas ele já estava perto.

“Meu Deus, disse ele, que clima pesado!”

À noite, todos estavam juntos, menos o nosso visitante. Porém eu me preocupava e fui dormir. Ouvia de longe os cantos, violões, etc. Nisto me transportei e me vi diante dele. Ele dizia: Neiva, se você for real, me ouça. Gostaria de ter coragem de lhe dizer tudo que sinto, pessoalmente. Porém não quero tirá-la de sua missão e sei também que você não me aceita. Vou embora amanhã. Não quis ouvir mais, fui para o corpo, meu coração batia descompassadamente, olhei o relógio, eram 3 horas da madrugada, bastava apenas que eu desse vinte passos e estaria com ele e tudo estaria certo.

Até que um dia chegou a minha porta um viajante com sua bagagem missionária espiritual; a bagagem do viajante não me confundia! Vi logo que se tratava do meu companheiro.

Trazia como Jaguar, uma bagagem de desilusões e frustramentos.

Chegando, foi penetrando na doutrina e tomando o lugar ao lado do doutrinador e até hoje, juntos na missão, em um só coração e um só pensamento, vivemos o doutrinador.

Somos almas afins, nos amamos muito e hoje, 1985 temos 20 anos juntos e abraçamos nossa vida conjugal com muito amor. Juntos, temos o nosso amor incondicional, dentro da doutrina, a minha realização, por ter ao meu lado o Mestre Jaguar Tumuchy Mário Sassi. Espero que Jesus me dê forças para continuar o caminho do Sol.

Do livro “Minha vida meus amores”

Meu filho, o mundo está bem perto do inevitável


 
 
 
A Doutrina do Amanhecer, ou Doutrina do jaguar, explica que o homem que tem conhecimento de si mesmo, aumenta sua intensidade vibratória, e isso é o que acontece nesta tribo de Jaguares. Porque só poderá receber tais iniciações, aquele que tiver todas as suas células despertadas, isto é, a célula mental e a célula etérica, livres de superstições.

 “Mas, interrompeu Nestor, e a humanidade? A senhora falou do Jaguar e do Doutrinador; e como fica o homem comum?”

O Jaguar espera pela humanidade para o próprio adiantamento dela.

Sim, filho, a humanidade e o planeta com seus outros seres estão na luta universal. Seu único objetivo é infundir no homem a necessidade dos últimos preparativos para que essa passagem seja uma conquista harmoniosa. Sim filho, se o homem se mantiver numa doutrina unificante, na passagem das grandes Estrelas, Sívas, Harpásios, Taumantes, Tenários, Tizanos, Cautânenses, Vancários, Sumayas e Sárdios, se ele conseguir a grande fusão e assim souber, espontaneamente, emitir na grande transmutação, ele será protegido e terá a bela condição que é a salvação de uma vida para outra. Porque essas estrelas foram dispostas como um verdadeiro arsenal de forças para a transição de uma vida para a outra.

Meu filho, o mundo está bem perto do inevitável, da transformação que afetará todos os seres de corpo humano. Então filho, sabemos que não podemos ficar a mercê dessa transformação olhando para o céu, se sofremos os desatinos de nossos destinos cármicos.

Mas, nada temos a temer, pois é sabido que a dor faz o homem humilde e o amadurece para Deus. Assim será a situação do homem brevemente, diante do imenso painel da realidade universal.

“E como a senhora vê esse painel?”

Vejo que as coisas que hoje desperdiçamos nos faltarão amanhã. Sem saber que já amanheceu, o homem chorará a falta do céu azul, do sol, da lua e das campinas verdejantes. Sem saber onde pisar ele estará correndo o grande perigo da desintegração. Enquanto isso, filho, o homem que já adquiriu as suas asas, esse estará provido da candeia viva e resplandecente, na sua jornada missionária para alimentar e reintegrar os que perderam a sua rota.

“Será então, a escuridão de que falam as profecias?”

Sim filho, a escuridão é a falta de visão, do conhecimento das coisas do céu, do homem que é conduzido pela sua mente sem Deus, e que por isso poderá perder a sua rota e entrar no processo de desintegração.

 Eis o perigo dos que levam a vida na inconsciência, sem saber o que está acontecendo acima ou abaixo de sua cabeça. É triste, muito triste. Filho, como era triste a vida sem o Doutrinador.

Pense na falta de luz, tendo os pés na beira dos pântanos.

Entretanto, Deus, o Grande Deus, o imenso farol deste universo, que nos deu Jesus seu filho, que tanto sofreu por nós, e cujo grandioso exemplo de amor continua a emitir do céu luzes para quem precisa, ou para quem já passou o tempo de brincar, e está consciência de sua jornada evangélica.

A esse homem nada lhe falta, pois ele sabe que a hora é chegada pela presença do Verbo que segue a luz evangélica de Nosso Senhor Jesus Cristo, servindo de uma vida para outra, desintegrando e reintegrando na força absoluta de Deus Pai todo poderoso.

E isso é que representam as Divinas Estrelas do Sétimo Verbo, da origem do Santo Verbo Encarnado, Deus, Pai e Filho. São elas, Acelos do 2º Verbo, Ceanes do 2º Verbo, Geiras do 3º Verbo, Gestas do 3º Verbo, Gertais do 2º Verbo, Xênios do 2º Verbo. Vanulos do 3º Verbo, Mântios do 2º Verbo, Taíses do 3º Verbo. São as estrelas que trazem a faixa evangélica e iniciática da vida e da morte.

Nesse ponto a noite já se alongava silenciosa e o Solar dos Mestres, como era também chamada a Estrela Candente, se fazia silencioso, ouvindo-se apenas o chiar do Nêutron, a chamada voz do Silêncio. Nestor ajudou-a se erguer e a foi conduzindo lentamente para o carro. O Jaguar Executivo procurava memorizar o mundo de coisas que acabara de ouvir. Neiva lendo seu pensamento parou ofegante e sorriu. Não se preocupe Nestor que vou lhe dar tudo isso escrito.

Do livro “Minha vida meus amores”

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Poema de Natal por Soraia Sousa




Pelas ruas enfeitadas caminhava.

Todas as cores deixavam-me feliz!

As pessoas por mim passavam apressadas,

Carregadas de sacas até ao nariz!

 

Á noite, as crianças brincavam,

Ansiosas pela vinda do pai natal!

Presentes recebiam com carinho…

Será que me portei mal?

 

Ouvi falar no Natal!

Será somente uma época superficial?

Ouvi falar no Natal!

Ouvi falar no Natal!

 

Uma tristeza em mim senti,

Troca de amor ainda não vi…

Um beijo e um abraço,

É meu desejo este enlaço!

 

Ouvi falar no Natal!

Será somente uma época superficial?

Ouvi falar no Natal!

Ouvi falar no Natal!

 

Abraço terno darei a jesus,

O único que me acompanha na luz!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Palavras marcantes do Grandioso Ministro Evalumo (2)




SALVE DEUS! E GRAÇAS A DEUS!

Quis a vontade de Deus Pai Todo Poderoso, que estivéssemos reunidos sobre a Sua Bendita Consagração.

Salve Deus, E Graças a Deus.

Tudo, meus filhos, é organizado pela luz de Deus Pai. Porquê, meus filhos? Porque cada um de nós, veio na nossa condição, e aceitamos a nossa condição. Agora na bênção de Ministro Evalumo, os filhos chegavam aqui e estava Pai João de Enoque, e os filhos ficavam confusos, está certo, meus filhos? Na bênção de Pai Seta Branca, chegavam aqui e estava Ministro Evalumo, nada estava certo, não é, meus filhos?

Por isso aqui é tudo muito simples, meus filhos, porque é que há filhos que nascem que não têm um pão, o alimento, e outros nascem e têm em abundancia? Porque é que os filhos, uns que nascem têm abrigo, e outros não têm abrigo? E este Ministro pergunta: Será que há algum que seja superior seja a quem for? Não, meus filhos. Salve Deus e Graças a Deus.

Pai Seta Branca é o vosso Pai, Pai João de Enoque é o executivo, Mãe Koatay 108 é a clarividente, a que trouxe tudo do nosso plano para o vosso plano, Jesus, o Eterno Caminheiro, que existe o antes de Jesus, e o depois de Jesus, por isso meus filhos, a meu ver, não vai haver mais luz nenhuma que altere tanto e que deixe tanto a sua marca de luz, nesse, nesse vosso plano.

Este Ministro não compreende como é que os filhos, ou compreende mas fica triste, como é que os filhos têm uma missão tão bendita, tão sagrada e tão abençoada, meus filhos, e por vezes por causa de um filho físico, fogem à vossa missão, saem do trilho da vossa missão, Não, meus filhos, venham aqui por vós, venham aqui resgatar o que é vosso, porque acima de tudo, ninguém vem aqui por filhos físicos, vem aqui pela sua individualidade, pela sua evolução, e por aquilo que jurou a Deus Pai. Salve Deus e Graças a Deus.

E é por isso que vos digo, e vos peço nesta hora sagrada, além daquele agradecimento, porque lembrem-se que tudo o que é vosso às vossas mãos vai parar, meus filhos, e todos aqueles que pensam que estão a ser injustiçados, tudo aquilo que Deus Pai tem para eles às mãos lhes vai parar.Não desistam, meus filhos, Não desistam.

Porque cada um é uma história, cada um é um jardim, meus filhos, cada um é uma sabedoria diferente, Salve Deus e Graças a Deus, valorizem-se, meus filhos, e entrem na profundidade deste vosso oceano que são os filhos, que é o vosso eu, Salve Deus e Graças a Deus.

E por vezes, meus filhos, não é quando os filhos estão a pedir aquilo que desejam, é quando Deus Pai está dando aquilo que os filhos necessitam, para o vosso caminho, porque aquilo que desejam é uma coisa, meus filhos, aquilo que necessitam para a evolução é outra. Salve Deus e Graças a Deus.

Há muitos filhos pelos pacientes e que são o futuro desta casa assim como as crianças benditas, vêm aqui por vezes e vêm à última gota de uma fonte, de uma sede que já nada saceia, que já nada lhes dá força, e quando vão ali aos nossos sábios do Amanhecer, uma palavra menos bem dita, que não é o sábio do Amanhecer que a dá, pode mudar a vida de muitos filhos, assim como uma palavra muito bem dita, pode mudar a vida de muitos filhos.

(Extraído da Bênção de Novembro 2013)

Obs. A bênção na integra pode ser adquirida no Templo.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

O Apará (2)

 
 
 
Salve Deus, meu filho Jaguar, Raio Lunar!

Sabemos que nossas vidas são governadas pelos nossos antepassados e que tudo vem do princípio doutrinário que nos rege.

A vontade tem sua origem na sensitividade, com predominância na fonte de energia que nos dá a faculdade da inteligência, na consciência animal que se transforma na sensibilidade cristã, a consciência espiritual. Sim, filho, a consciência espiritual. Aparelho anímico ou psíquico, constituído pela memória, atenção, percepção, compreensão e cristianismo, sempre iluminado pela razão.

Em ti, filho, refletimos todos os atos da força absoluta que vem de Deus Todo Poderoso. E, para que possamos condenar sem precipitação, o teu comportamento é o único sentimento a ser julgado.

Você, filho Jaguar, Raio Lunar, é a própria revelação. Sim, muitas vezes um aparelho, em sua conduta moral, agasalha um espírito das trevas, dando-lhe oportunidade de ser gente, isto é, segurando suas terríveis e pesadas vibrações e, com amor, o deixa falar ou promover um diálogo com o Doutrinador.

Filho, muitas vezes eu, tua Mãe Clarividente, vejo muitas oportunidades perdidas em feroz exu, que, por falta de diálogo, poderia voltar para Deus! No entanto, só diz heresias, por falta do bom comportamento do sensitivo. Filho, todos nós precisamos de carinho e eles, apesar do seu endurecimento, são carentes de amor.

Eis a razão do Doutrinador, em Cristo Jesus, sabendo conduzir o anjo e o demônio, em sua conduta doutrinária.

És assim, filho, um aparelho sensitivo espiritual pelo qual as forças extra sensoriais se manifestam. Por conseguinte, você é o próprio poder da Justiça, se engrandece ou se condena. Sim, a consciência fecha o ciclo evolutivo da força psíquica sensitiva. Então, filho, com um pouco de reflexo, poderás concluir as mensagens e se souberes colocar essa candeia viva nos mais tristes recantos da dor, mais uma vez poderás aliviar e esclarecer os incompreendidos.

Tanoaê, filho, é um poder que emite sua força no vento e nas tempestades. Tanoaê tem poderes de manipular forças, abrindo o neutrom para levar sua mensagem e fazer a sua reparação.

Não é justo, filho, depois da incorporação, ficar em dúvida: será que incorporei? Será que foi o Preto Velho ou o Caboclo? Não foi somente impressão minha? É triste para os nossos Mentores que se apressam para que saia tudo com a precisão do Espírito da Verdade.

Trata-se de um conjunto, de um ritmo de aparências, de encantos, de energias. Não podemos designar este sentimento de amor. É o coroamento das virtudes, é muito mais científico do que pensamos. Quando solicitados a uma incorporação, uma enorme e complexa força se faz em nós. Seria bastante os cruzamentos destas forças para a cura desobsessiva, quanto mais que sabemos da presença de Caboclos e Pretos Velhos.

Filhos, contamos ou marcamos uma história que o velho mundo ensinou.

Quando surgiu o cristianismo subiram os Deuses Alexandrinos e o Mitra Solar para combater a adivinhação, os adivinhos, porque além de sua magia, formaram um grande comércio. E a religião não sobrevive ao lado dos adivinhos, dos magos ou pitonisas. Condenam-se os adivinhos porque predizem sem intervenção divina. Muitas vezes, filho, pensamos que somos obrigados a dizer o que exige a vossa real intuição. Não filho, absolutamente, a profecia ou adivinhação é algo muito perigoso. A nossa obrigação em Cristo, na Lei do Auxílio, é procurar, pois, a nossa luz íntima, oferecendo, aceitando e confiando o máximo de nós sem nada pedir em troca, isto é, nem mesmo a vaidade pelos fenômenos de que somos portadores.

Estamos no caminho dos homens e, por isso, devemos nos resguardar de cada ser, de cada coisa. Uma expressão diferente para fazer luz desde as manifestações dos humildes dos planos inferiores desta natureza em sua feição Divina, porque até o mar profundo sabe agasalhar sua natureza. Sim, a função do duplo é servir como condutor e condensador de energias e de emanações ectoplasmáticas entre o perispiritual e o físico, é um processo no centro de forças que denominamos chakras.

Neamze, uma rica pitonisa que estarrecia a todos com sua força; seu poder, de qualquer forma, era eficiente. Sim, ainda se falava em Amom-Zeus por todo o Egito. Oráculo de Amom-Zeus! Neamze era uma das Divinas. Após curar o filho de Thunis, fez uma adivinhação: preconizou a morte de sua escrava preferida. Thunis ficou furioso e esperou o dia fatídico, porém, a escrava não morreu naquele dia.

Então Thunis se esqueceu do que recebera e pensou: foi a fatalidade que decidiu a cura de seu filho, e acusando-a de impostora mandou matá-la. Três dias depois, sua escrava morreu também, porém, seu filho foi feliz e nada lhe aconteceu. Thunis foi infeliz por toda sua vida.

No entanto, tudo era tão lindo antes da adivinhação. Sim, filho, não te preocupes se o teu Mentor não é adivinho. Partimos, filhos, para os curadores ou curandeiros. Não são médiuns APARÁS, ou são e não se desenvolveram e fazem suas curas pelo seu canal de emissão que Deus lhes proporcionou. Pagam, na maioria das vezes, os velhos débitos pelas críticas, observações maldosas dos que são curados.

A percepção é algo perigoso, o médium que tenha a faculdade de percepção, vive sempre triste por suas percepções. Eu, com toda minha clarividência, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, sofro por não saber assimilar uma visão.

Filho, para ser um verdadeiro medianeiro, viver emitindo a voz direta do Céu, é preciso única e exclusivamente a sua conduta doutrinária ao lado do seu Mentor, para sustentar a sua emissão.

Sim, filho, o médium desenvolvido recebe a sua emissão. Emissão é um canal na linha vertical que capta as forças que atravessam o neutrom.

O médium desenvolvido é responsável por dois canais de emissão, que se cruzam e são ligados no seu Interoceptível, formando seu equilíbrio na conduta doutrinária, donde se vê o poder que se levanta em um Mestre Lunar.

Observe, também, que o simples Apará, em força ou emissão menor, também tem suas emissões diretas.

Sendo mestre iniciado, o médium que não tem suas emissões em heranças transcendentais está sempre em desequilíbrio.

Sim, o Interoceptível é como uma balança onde a nossa cabeça é o fiel desta balança, e pesando só terra, entra em desequilíbrio.

Salve Deus, meu filho! Que Jesus nos ilumine nesta jornada.

Com carinho, a Mãe em Cristo,

O Apará

 
 
 
Salve Deus!

ALMA LIVRE, EVOLUÍDA! É O MESTRE APARÁ, que rompe o véu da Ciência, dos preconceitos, que transporta o transcendental, perscruta a alma, descreve com clareza e precisão. Quanto mais simples, mais perfeito exemplo de amor do extra-sensorial; cientista, se expande com fenômenos inexplicáveis dos surdos e mudos. É, também, a dor para os que desejam provas. É mais verdadeiro do que pensamos, pois o mundo é o seu cenário, onde se desenrolam os dramas da vida e da morte.

Quando desejo explicar na minha clarividência, surge um foco diferente: é fenômeno especial.

Cada APARÁ é um ator diferente, que exige seu cenário de acordo com seu padrão. Com o auxílio de minha clarividência, vai além do impossível o que não pode ser descoberto. Sua maravilha e distinção é que o APARÁ não dispõe de sua inteligência, vê-se tudo por natureza. Além, é impossível, muito menos, descobrir; nem sequer pode ser pressentido pela inteligência, mesmo sendo a mais perspicaz, servida por microscópio. Perfeito, constituído como é o APARÁ até agora.

SALVE DEUS, MEU FILHO APARÁ! Fui até onde me era possível, onde minha pobre analogia pôde chegar, prevendo outras buscas de evolução. Alma humana que não provém de seitas ou de escolas, somente Castro Alves nos recorda com a figura do majestoso “NAVIO NEGREIRO” que, entre mil versos, diz:

 

Auriverde pendão da minha terra,

Que a brisa do Brasil beija e balança,

Estandarte que a luz do sol encerra,

E as promessas divinas de esperança.

 

Era um sonho dantesco... O tombadilho

Que das luzernas avermelha o brilho,

Em sangue a se banhar.

Tinir de ferros...estalar de açoite...

Legiões de homens negros como a noite,

Horrendos a dançar...

Um de raiva delira, outro enlouquece...

Outro, que de martírios embrutece,

Cantando, geme e ri!

 

Foi então que, neste quadro dantesco de dor, apareceu a figura de Nossa Senhora da Conceição “APARÁ”. Compadecida, chegava sutil e falava naquela era sofrida àqueles que por Deus ali estavam, sem carinho, sem esperança e sem amor. APARÁ! APARÁ, era como a chamavam.

Ela se manifestava entre eles dando força, soprando suas feridas.

APARÁ hoje és na tradição desde exemplo, deste amor.

APARÁ, meu filho APARÁ! Não esqueças de que outrora, na dor, Nossa Senhora APARÁ dos poderes infinitos, nunca ensinou a ira; muito menos a vingança ou riqueza, e sim, a humildade, a tolerância e o amor.

É tudo, filho querido do meu coração, que na tua graça singular é a história que ficou. Os teus poderes é tudo que disse, este pouco que pude dizer.

Com carinho a tua Mãe em Cristo,

Canto do Apará:

SENHOR! NESTA BENDITA HORA, VENHO TE PEDIR A PERMISSÃO PARA MELHOR ME CONDUZIR À MESA REDONDA DO GRANDE ORIENTE DE TAPIR! QUE AS FORÇAS DOS VETERANO ESPÍRITOS

ME CONDUZAM E ME ILUSTREM, PARA MELHOR SERVIR NESTA ERA PARA O TERCEIRO MILÊNIO! SENHOR! SINTO A TRANSFORMAÇÃO DO MEU ESPÍRITO E, PARA QUE EU POSSA TRABALHAR SEM DÚVIDAS, TIRA-ME A VOZ,

QUANDO, POR VAIDADE, ENGANAR AOS QUE POR MIM ESPERAM...NÃO PERMITA, SENHOR, QUE FORÇAS NEGATIVAS DOMINEM A MINHA MENTE!

FAZE, SENHOR, COM QUE SOMENTE A VERDADE ENCONTRE ACESSO EM TODO MEU SER! FAZE-ME INSTRUMENTO DA TUA PAZ!

ILUMINA A MINHA BOCA, PARA QUE PURAS SEJAM AS MENSAGENS DO CÉU POR MIM! ILUMINA, TAMBÉM, AS MINHAS MÃOS  NAS HORAS TRISTES E CURADORAS, E PARA SEMPRE!...

JURO SEGUIR AS INSTRUÇÕES DOS MESTRES DOUTRINADORES, VETERANOS DESTA DOUTRINA DO AMANHECER! FAZE-ME INSTRUMENTO DA TUA SANTA PAZ!

A PARTIR DE ENTÃO VIVERÁS EM MEU ÍNTIMO,  E SEREI SÁBIO PARA MELHOR TE SERVIR!...

ESTE É O TEU SANGUE  QUE JAMAIS DEIXARÁ DE CORRER EM TODO O MEU SER!

SALVE DEUS!     (Tia Neiva, s/d)
 
(Dedico também este verso de Castro Alves, à minha filha Soraia, uma Apará)