quinta-feira, 21 de julho de 2011

OMEYOCAN





OMEYOCAN

Quando os Tumuchy sentiram a pressão de indígenas e feras selvagens ameaçando suas cidades, uma solução foi se mudarem para uma ilha-continente - Omeyocan -, que os modernos historiadores denominam como Lemúria, onde o Grande Orixá Jaguar implantou importante civilização que muito prosperou, sendo mais tarde desintegrada pelas águas, só restando, fora do oceano Pacífico, dois pontos, hoje denominados como a Ilha de Páscoa e o Hawai.

Segundo Amanto, Omeyocan se constituiu na sede científica do planeta e no centro de comunicações interplanetárias; chegavam chalanas de Capela e para lá partiam; ali se reuniam os Orixás, chefes máximos dos planos civilizatórios da Terra. 

A viagem à região, feita por Tia Neiva em uma chalana com Amanto, está descrita no livro “2000 - A Conjunção de Dois Planos”. Na ocasião, ela viu que por baixo das águas haviam complicadas construções de pedra, muitos túneis e grandes abóbadas.

Na superfície, as grandes estátuas - os moays - que até hoje têm impenetrável mistério para cientistas e pesquisadores. Segundo Amanto, elas tinham várias finalidades, inclusive serviram como portas indicativas, pois sob algumas delas existem entradas para câmaras subterrâneas. Muitas seriam colocadas em outras regiões do planeta, como indicativas, mas a desintegração veio antes, e elas ali ficaram, algumas até semi-construídas somente.

Naquela época, a Natureza ainda estava em fase de formação, com a Terra buscando sua rota de equilíbrio com o Sol, e os grandes degelos aconteciam pelas altas temperaturas, provocando maremotos que varriam os litorais com grande violência, ao mesmo tempo em que as placas continentais e as camadas de terra se moviam com grande intensidade, provocando erupções vulcânicas e terremotos que modificavam todo seu relevo, fazendo constante transformação das rochas e metais no solo terrestre.

Esses fenômenos abalaram a região de Omeyocan, que submergiu no oceano Pacífico, exceto naqueles dois pontos citados.

O moays são estátuas gigantescas de pedra, existentes na Ilha da Páscoa, e que até hoje a ciência não consegue explicar como foram feitos, transportados e erguidos, e nem para o que serviam.

No livro “2000 - A Conjunção de Dois Planos”, Amanto explica, em viagem à região denominada Omeyocan, o que Tia Neiva viu: por baixo das águas haviam complicadas construções de pedra, muitos túneis e grandes abóbadas; na superfície, as grandes estátuas - os moays.  Segundo Amanto, elas tinham várias finalidades, inclusive serviram como portas indicativas, pois sob algumas delas existem entradas para câmaras subterrâneas. Muitas seriam colocadas em outras regiões do planeta, como indicativas, mas a desintegração dos Tumuchys veio antes, e elas ali ficaram, algumas até semi-construídas somente.                                     

Os seguidores do mito da Lemúria a situam coincidindo com a área de Omeyocan.

“Aqui temos a demonstração do verdadeiro significado da mente sobre o extrasensorial. Governamos a mente e as emoções, alteramos, revolucionamos e modificamos as chamas vitais!

Já nos desenvolvemos através das Sete Raízes.

Tudo isso parece muito distante do teu alcance. A realidade é que o Jaguar está trazendo para mais perto a visão de um quadro total. O Jaguar - o Homem que foi individualizado em dezenove encarnações!
Provamos, sempre, que a Doutrina, somente a Doutrina, é a bagagem real deste mundo para outro. Porque, mesmo que eu viva com os espíritos, converse com eles, se entrasse em um disco voador, sem conhecer a sua linguagem, sem o amor de uma doutrina em Cristo Jesus, nada me iluminaria senão a missão de um compromisso religioso.

Não pensem que muitos cientistas já não viram alguns fenômenos! Viram, sim. 

Viram mesmo, porém sem sabê-los analisar. Sem amor e sem querer baixar-se de seus velhos princípios, deixaram-nos de lado e foram cumprindo o seu dever. Não podemos criticá-los. Em uma de nossas vidas já pagamos o nosso tributo!

Foi no ano 80, mais ou menos, quando uma linda tribo vivia na mais perfeita harmonia. Eram filhos do Sol e da Lua. Os grandes ensinamentos vinham por intermédio do Grande Equitumã, vindo de Cristo Jesus. Eram espíritos individualizados, que traziam a sua linguagem espiritual. Esta tribo se deslocara de diversas partes deste Universo etérico e extraetérico e, aqui, no seu mundo feito de pedras, eram vidas, vidas que andavam em busca das conquistas e levaram à frente a Ciência dos Tumuchys. Formavam uma poderosa tribo, com a experiência dos Ramsés e as comunicações dos grandes ancestrais. Formaram um poderoso sacerdócio.

Numara, o grande sacerdote, enfrentava os mais árduos caminhos. Sua força mediúnica e doutrinária já dominava o poder magnético das cabalas e sobre suas ardentes vibrações recebia as constantes visitas dos Grandes Iniciados que, periodicamente, abençoavam aquele povo.

Eram feitos grandes preparativos e as grandes amacês baixavam por ali e, à distância, falavam com voz direta e ensinavam os poderosos magnéticos, materializavam objetos - lindas mantas - e afastavam as feras perigosas que tanto assombravam aquela tribo.

Porém, o Homem, quanto mais tem, mais exige!

Lindo, lindo é o que podemos dizer...

Aqueles Homens se amavam. Lindos casais se uniam pelas bênçãos das amacês. Os Homens daquela tribo, apesar de serem Equitumãs, Ramsés e audaciosos Cavaleiros Verdes, viviam cento e vinte e até duzentos anos! Tinham o prazer de ver seus filhos em harmonia. As amacês ensinavam a união da família e o verdadeiro amor.

Porém, Numara insistia em suas experiências. Queria que fossem normais os seus encontros com as amacês. Era o mais teimoso dos sacerdotes, sete Iniciados que, com toda a harmonia, guardavam aquele povo.
As amacês mandavam que todos saíssem de suas casas e, com vôos razantes, riscos profundos e luminosos, deixavam tudo iluminado: as ruas, as montanhas, onde houvesse pedra! Dali se comunicavam com outros lugares e outras tribos. Dali se avizinhavam muitas tribos.
Numara era o representante de uma grande civilização de conhecimentos eletrônicos, ou melhor, nucleares. Com a graça das amacês, foi  tecido um macacão, ao qual se dava o nome de ANODAI. Todo canalizado, voava pela energia do Sol e, deixado na cabine de controle, ali recebiam, também, sua rota. Menos sofisticado do que hoje, porém muito eficientes.

Eram Jaguares destemidos, eram Homens-Pássaros que voavam e se estendiam por toda a parte da América. Em todo o continente estátuas enormes e iluminadas destacavam a Terra dos Homens-Pássaros. Tudo era de acordo com as amacês. Nada mais posso dizer, filho, sobre o que aquela gente fazia.

Numara já estava velho e não ensinava sua ciência. Também, esta tribo sempre foi displicente, principalmente naquela era! Vinham recentemente de um mundo de agressão.

Sim, filho, água e areia! Faziam formas e as enchiam com este material. 

Secavam com a energia atômica. Fizeram grandes estátuas de seus sacerdotes, sob as quais guardavam sus objetos de voar. Eram tubos, tubos fininhos, que guardavam todo o magnético atômico que lhes cobria o corpo.

Foi uma grande metrópole, mística e de um povo refinado.

Porém, Numara tinha como única preocupação tirar o que mais pudesse das amacês, apesar de muito as amar e respeitar.

Era um dia de festa e todos anunciavam os festejos. Era uma noite de luar, a triste noite nefanda!...

Os raios se desencontraram, desintegrando tudo o que fosse vida. Foi uma triste experiência...”

(Tia Neiva, 21.11.81)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

As Falanges dos Devas

MÃE MAGDALA MADRINHA DOS FILHOS DE DEVAS



As Falanges dos Devas
Por Luana Ferreira, Ninfa Lua Dharman Oxinto
e Chaia Dechen, Ninfa Lua Maya

Segundo a mitologia
hindu, os Devas equivalem
aos anjos do Cristianismo. O
nome deriva da raiz sânscrita div,
que significa resplandecente,
aludido à sua aparência
autoluminosa. Como adjectivo,
significa algo divino, celeste,
glorioso1. Tia Neiva se referia a
eles como “os Devas do Espaço”,
seres de grande evolução que,
dentro do Sistema Crístico,
governam a natureza e os
elementos. Na Terra, em nossa
Doutrina, os Filhos de Devas são
mestres e ninfas responsáveis
pelas consagrações e
classificações dos médiuns. São
eles, também, que registram e
arquivam os dados de cada
Jaguar, no Castelo dos Devas.

Existem falanges missionárias
que servem directamente aos
Filhos de Devas, tendo sua
missão intimamente ligada aos
rituais e consagrações por eles coordenados, sendo, por isso,
conhecidas como as “falanges dos Devas”.
Para entendermos mais sobre essas falanges Devas,
comecemos por entender a ideia geral de FALANGES, que são
grupos de espíritos de mesmo padrão vibratório ou afinidade e
que podem ter origens diferentes. Formam, nos planos
espirituais, grupos imensos que atuam intensamente, de acordo
com sua natureza, de forma benéfica ou não, por todo o Universo.
Na Terra, não se formam falanges de espíritos
encarnados, mas apenas grupos que se unem por suas
afinidades.

Na Doutrina do Amanhecer, Koatay 108 (Tia Neiva)
formou duas linhas de falanges englobando os médiuns: Falanges
de Mestrado e Falanges Missionárias, estas em sua missão de
agrupar os espíritos milenares, formando, com Apará e
Doutrinador, o Oráculo do Amanhecer ou Oráculo do Jaguar.

Por Tia Neiva sabemos que, na Cachoeira do Jaguar, muitos
haviam conseguido formar o Adjunto de Jurema, libertando-se
da maior parte de seus carmas. Era a formação de um grupo que
se uniu a outros, que já estavam nos planos espirituais, para
grande realização na Terra. Manipulavam a energia das heranças
conquistadas, e passaram a trabalhar com a transferência das
forças em benefício de irmãos e irmãs, encarnados e
desencarnados.

Por sua prestatividade em sua evolução milenar, através
dos tempos, foi demonstrado o valor daqueles espíritos,
exercendo suas funções físicas, psicológicas e espirituais por
meio das reencarnações em que tiveram papel principal em
posições de alta hierarquia nos diversos povos, deixando as
suas marcas nos diversos campos das atividades da realeza,
Sacerdotais e místicas, fixando as bases das transformações
Espirituais, que foram evoluindo e se transportando no tempo,
até chegarem ao Vale do Amanhecer, para o início do Terceiro
Milênio.

Cada uma das falanges trouxe suas bagagens e
atribuições específicas, unindo-se pelos laços transcendentais
que fizeram o progresso espiritual daquele grupo em outras
eras, gerando forças específicas para os trabalhos hoje
existentes no Vale do Amanhecer, unificadas pela força Crística
e pela sabedoria do Evangelho de Jesus Cristo. A Ninfa somente
deverá participar de uma falange missionária quando receber a
sua Consagração de Centúria, com exceção do ingresso nas
falanges de Nityamas, Gregas e Mayas, sendo, no caso dos
mestres, as falanges de Magos e Príncipes, nas quais também
não necessitam aguardar a Centúria. No caso dessas 5 falanges,
os médiuns já podem usar as indumentárias nas suas
consagrações de Elevação de Espadas e de Centúria.

No Amanhecer existem 22 falanges missionárias, que
se organizaram em função da missão e do transcendente de
Mestres e Ninfas, sendo o objecto deste artigo, as chamadas
Falanges Devas, criadas inicialmente para crianças e
adolescentes: Nityamas, Gregas, Mayas, Magos e Príncipes
Mayas.

Jaguar, a caminho de Deus




Jaguar,
a caminho de Deus
Por Tia Neiva

Jaguares de todos os tempos!
Jaguar, meu filho Jaguar!
A vida promete tudo, Salve Deus!
Porém, tudo tem você que dar.

Ninfas do Amanhecer, queridas,
Queridas filhas, lindas em cores,
Filhas, Ninfas, meus amores.

Ninfas luzes! De onde vens?
Daqui... Dali... De longe...Do mar?
Das matas, das planícies, enfim,
À culpa, os amores as fez voltar.

Da península itálica, Jaguar, de onde veio?
Dos Tumuchys? Das pirâmides? Talvez!
Do Delta do Nilo, de Amon-rá,
De Ramsés, de Aknatom, do triste Vale dos Reis?

Das planícies macedônicas predominância total,
De Esparta à dura espada, Atenas, o mar...
Assírios, Hititas, Dórios, Mesopotâmia,
Grécia e Pérsia, meu filho te veio marcar.

Jaguar! Povo de Seta Branca.
Filósofo Jaguar, Simiromba também,
Jaguar, ciência Tumuchy, filosofia,
Geográficos Jaguares, sol Arakem.

Mago do Evangelho. Você meu filho Jaguar,
Como espadas luminosas, transformando a brilhar,
Doutrinando, esperando à sua origem chegar.

Porém, antes, muito antes da montanha branca
ceder,
Passarás naquela estrada que Pai Zé Pedro e Pai
João traçaram,
Mil e Setecentos no Brasil, à Cabala de Ariano,
O caminho geográfico, à velha estrada que ficou.

Passarão os desenganos da evolução de Yara e
Yemanjá
À renúncia de Jurema, de Iracema e Juremá.
De Janaina, Janara e a meiguice de Iramar,
À fuga de Janaina, princesa de alto mar.

Talvez por esta velha estrada, Jaguar,
Muita lágrima nas tristes noites chorou,
Que também nas ricas tendas ciganas,
Violinos, paixões, realizações de amor.

De repente novamente o Império,
Desta vez no Brasil, Jaguar! Consagrou.
Da Sinhazinha, o senhor branco,
À política, os requintes, o doutor.

Um dia não mais me verás, porém, meu filho,
Estou rogando a Deus, na jornada de amor,
Vendo o mundo em desatinos, seres em busca de luz,
Ouvindo Jesus a dizer: Salve Deus, Jaguar
Doutrinador!

A história da Condessa de Natanry




A história da Condessa de Natanry, ou Condessa

Natarry, começa antes do episódio da Queda da Bastilha, marco
da Revolução Francesa, entre o fim do século XVIII e início do
século XIX. Revolucionários que não concordavam com o regime
monarquista na França entravam nas casas dos nobres,
cometiam atrocidades, assassinavam as pessoas, marcavam
essas casas com cruzes de sangue.

Segundo relatos, Tia Neiva dizia que a Condessa era
uma mulher rica, poderosa, altiva e era muito influente na
sociedade francesa da época, porém seu marido foi acusado,
antes da tomada do poder, de fazer parte desse movimento
revolucionário. A condessa assistiu ao julgamento de seu marido
e mesmo com todo o seu poder e influência, o mesmo foi condenado
à morte, apesar de ser inocente. A partir deste dia, por causa
dessa injustiça, ela mudou seu comportamento e começou a
participar de todos os julgamentos que aconteciam naquela época,
lutando para que a justiça sempre prevalecesse.

No astral superior, quando um espírito se desvia do
roteiro traçado para a sua vida na Terra, existe um julgamento,
chamado de Leilão, que ocorre quando os mentores daquele
espírito, em conjunto com altas entidades, julgam se devem ou
não desencarná-lo, pois aquela conduta desviada pode acarretar
ainda mais desatinos ao seu carma. Quando a Condessa
desencarnou, a espiritualidade a colocou junto aos Leilões. Ela
ainda se veste de preto devido ao seu papel de “testemunha dos
tempos”, como também por ter sido viúva de um homem
injustiçado. Hoje é uma entidade de altíssima hierarquia e teve
várias encarnações junto aos Jaguares.

No ano de 1982, por determinação de Pai Seta Branca,
Tia Neiva iniciou o trabalho de Julgamento. Preparou, então, a
representante da Condessa Natanry, na qualidade de testemunha
dos tempos vividos pelos Jaguares, figura que tornou-se
obrigatória nos Julgamentos e Aramês, perante a qual os
prisioneiros e prisioneiras devem passar e prestarem reverência
antes de retirarem suas atacas e exês, pois representa o espírito
da justiça zelando pelo cobrado e pelo cobrador. A primeira Ninfa
preparada para representar a Condessa foi Teresinha Bastos,
que assumiu esse papel nos primeiros rituais.

Hoje, a Ninfa Normanda Zelaya é a responsável pelas
representantes da Condessa, conduz a escala e é quem presta
todas as orientações necessárias.

Ser representante da Condessa Natanry é ter o
compromisso de zelar pela sua conduta e equilíbrio perante o
corpo mediúnico, tornando-se um referencial positivo para seus
irmãos e irmãs da Doutrina do Amanhecer. Importante lembrar
que as representantes não são uma falange missionária
específica, podendo pertencer a qualquer outra falange.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Carta do Chefe Seattle





Carta do Chefe Seattle para o Presidente dos Estados Unidos Francis Pierce - Washington, 1855

"Como podeis comprar ou vender o céu, o mormaço da terra? A idéia não tem sentido para nós. Se não possuímos o frescor do ar ou o brilho da água, como podeis querer comprá-los? Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo. Qualquer folha de pinheiro, a areia da praia, a neblina dos bosques sombrios, o brilhante e zumbidor inseto, o canto dos pássaros, tudo é sagrado na memória e na experiência de meu povo. A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho.

Os mortos do homem branco esquecem a terra de seu nascimento, quando vão pervagar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa, pois ela é a Mãe do homem vermelho. Somos parte dela e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs, os antílopes, os cavalos, a majestosa águia, todos nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, a energia vital do pônei e do homem, tudo pertence a uma só família.

Assim quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossas terras, ele está pedindo muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que nos colocará em uma "reserva" onde possamos viver por nós mesmos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Se é assim, vamos considerar a sua proposta sobre a compra de nossa terra. Mas tal compra não será fácil, já que esta terra é sagrada para nós.

A límpida água que percorre os regatos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos Ancestrais. Se vos vendermos a terra, tereis de lembrar a vossos filhos que ela é sagrada, e que os reflexos do sol sobre a superfície dos lagos evoca eventos e fases da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz dos nossos Ancestrais.

Os rios são nossos irmãos, eles nos saciam a sede. Levam as nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra a vós, deveis vos lembrar de ensinar a vossas crianças que os rios são nossos irmãos, vossos irmãos também, e deveis a partir de então, dispensar aos rios a mesma espécie de afeição que dispensais a um irmão.

Nós sabemos que o homem branco não compreende nosso modo de ser, o qual chamam de selvagem. Para ele um pedaço de terra não se distingue de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que necessita. A terra não é sua Mãe, mas sua inimiga, depois que a submete a si, que a conquista, que a esgota, ele vai embora, à procura de outro lugar. Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. A cova de seus pais é a herança de seus filhos, ele os esquece.

Trata sua Mãe, a terra, e seus irmãos animais, o céu, como coisas a serem compradas ou roubadas, como se fossem as peles de carneiro contaminadas com varíola ou as contas sem valor, que trazem para nós. Seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos. Isso, eu não compreendo. Nosso modo de ser, chamado por vós de selvagem, é completamente diferente do vosso. A visão de vossas cidades faz doer os olhos do homem vermelho.

Talvez seja porque, como vocês dizem, o homem vermelho é um selvagem e como tal, nada pode compreender.

Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio e paz. Um só lugar onde ouvir o farfalhar das folhas na primavera, o zunir das asas de um inseto.

Talvez seja porque, como dizem, sou um selvagem e não posso compreender.

O barulho serve apenas para insultar os ouvidos. E que vida é essa onde o homem não pode ouvir o pio solitário da coruja, o uivo dos lobos ou o coaxar das rãs à margem dos charcos de noite? O índio prefere o suave sussurrar do vento tocando a superfície das águas do lago, ou a fragância da brisa, purificada pela chuva do meio-dia ou aromatizada pelo perfume dos pinhos.

O ar é precioso para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece não se importar com o ar que respira. Como um cadáver em decomposição ele é insensível ao mau cheiro. Mas se vos vendermos nossa terra, deveis vos lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem. O ar que vossos avós inspiraram ao primeiro choro, foi o mesmo que lhes recebeu o último suspiro.

Se vendermos nossa terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada, como um lugar onde mesmo um homem branco possa ir sorver a brisa aromatizada pelas flores dos bosques.

Assim consideramos vossa proposta de comprar nossa terra. Se nos decidirmos a aceitá-la, farei uma condição: O homem branco terá que tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.

Como dizem, sou um selvagem e não compreendo de outro modo. Tenho visto milhares de Búfalos apodrecerem nas pradarias, deixados lá pelo homem branco, que neles atira de um trem em movimento. Sou como dizem, um selvagem e não compreendo como a fumegante serpente de ferro possa ser mais importante que o Búfalo, que nós caçamos apenas para nos mantermos vivos.

Que será dos homens sem os animais? Se todos os animais desaparecessem, o homem morreria de solidão espiritual. Tudo isso irá afetar o homem, estamos todos relacionados.

Deveis ensinar a vossos filhos que o chão onde pisam simboliza as cinzas de nossos Ancestrais. Para que eles respeitem a terra, ensinai a eles que ela é enriquecida pela vida dos seres de todas as espécies. Ensinais aos vossos filhos o que ensinamos aos nossos: Que a terra é a nossa Mãe. Quando o homem cospe sobre a terra, está cuspindo sobre si mesmo. De uma coisa nós temos certeza: A terra não pertence ao homem branco. O homem branco é que pertence à terra. Disso nós temos certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado. O que fere a terra fere também os filhos da terra.

O homem não tece a teia da vida. É antes um de seus fios. O que quer que faça à essa teia, faz a si mesmo. Mesmo o homem branco, a quem Deus acompanha e com quem conversa como um amigo, não pode fugir a esse destino comum. É... apesar de tudo, somos todos irmãos.

De uma coisa sabemos e talvez o homem branco venha a descobrir um dia: Nosso Deus é o mesmo Deus. Podeis pensar hoje que somente vós o possuis, como desejais possuir a terra, mas não podeis. Ele é o Deus do homen e sua compaixão é igual tanto para o homem branco, quanto para o homem vermelho.

Esta terra é querida dele, e ofender a terra é insultar o Criador. Os brancos também passarão, talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminai vossa cama, e chegará uma noite, na qual vos sufocareis no meio de vossos próprios excrementos.

Mas em nossas visões, brilhareis alto, iluminado pela força do Deus que voz trouxe a esta terra e por que algum favor especial vos outorgou domínio sobre ela e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como será no dia em que o último Búfalo for dizimado, os cavalos selvagens domesticados, os secretos recantos das florestas invadidos pelo fedor do suor dos homens brancos e a visão das grandes colinas bloqueadas por fios falantes.

Onde estão as florestas? Desapareceram. Onde está a Águia? Desapareceu. Será o fim do viver e o início do sobreviver. "

Mitakue Oyassin
Chefe Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington

segunda-feira, 6 de junho de 2011

TRABALHANDO





TRABALHANDO

 Emmanuel

      
Quando estudamos a lição dos trabalhadores da última hora, nas páginas divinas do Evangelho, recordamos que, realmente, trabalhando, é possível alcançar todas as realizações que nos propomos atingir.

Trabalhando, o coração empolgado pelo desânimo, pode converter, de imediato, as trevas da amargura em claridades imperecíveis de alegria e esperança.

Trabalhando a criatura frágil, se fortifica, pouco a pouco, dominando o campo em que respira, vive e cresce.

Trabalhando, a mente atacada pelo veneno do ódio ou da desesperação, encontra recursos para compreender as próprias lutas, com mais clareza, aprendendo a transformar revolta e fel em paciência e perdão.

Trabalhando, a alma isolada pela discórdia, pode surpreender a abençoada luz da harmonia e da paz, depois de longas noites de conflito e agonia.

Trabalhando, o mau se faz bom, o adversário se transforma em amigo, o infeliz atinge a casa invisível e brilhante do eterno júbilo.

Guardemos a palavra de Jesus e trabalhemos sempre na extensão do bem.

O livro ou o tribunal, a enxada ou a semente aguardam nossos braços, tanto quanto os sábios e os ignorantes esperam por nossa cooperação cada dia.

Fujamos às sombras densas e guerras escuras do nosso próprio “eu”, devotando-nos ao serviço de Deus, na pessoa e nos círculos dos nossos semelhantes.

Plantando a felicidade dos outros, encontraremos a nossa própria felicidade.
         
Um anjo que se ponha a dormir num vale, tentado pelo perfume das flores efêmeras, pode repousar indefinidamente nas trevas, enquanto que o aleijado que se disponha a arrastar-se, sangrando o corpo e cobrindo-se de suor, na subida do monte, pode alcançar a glória do cimo e banhar-se de sublimes clarões, antes dos que dormem, com a graça divina da gloriosa alvorada...

Os últimos serão os primeiros- disse o Senhor!
         
Em verdade, será difícil a compreensão de semelhante ensino para a nossa lógica habitual, entretanto, se vives servindo, compreenderás que o trabalho realmente pode operar o divino milagre.

De "Alma e Luz", de Francisco Cândido Xavier

REINO DE DEUS





REINO  DE  DEUS

Emmanuel

Se aspiramos conquistar o Reino de Deus, recordemos Jesus que no-lo revelou, conjungando “dizer” e “fazer”.
Ensinou o Divino Mestre:

“Faze aos outros o que desejas que os outros te façam”.
E viveu para os outros, sem nada exigir.

“Dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.
E, respeitando as autoridades constituídas no mundo, dedicou-se integralmente aos interesses do espírito.

“Quem se humilhar será exaltado”.
E ninguém se apagou até hoje quanto Ele para que a Infinita Bondade se destacasse.

“Quem procura ser o maior seja o servo de todos”.
E, nas mínimas circunstâncias, colocou-se invariavelmente no lugar de quem serve.

“Não saiba a tua mão esquerda o que dá a direita”.
E ouvido algum jamais lhe escutou qualquer expressão de elogio a si mesmo.

“Não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, mas o que lhe sai do coração”.
E banqueteou-se com criaturas consideradas desprezíveis, acordando-lhes o sentimento para a realidade superior.

“Ao que te peça mil passos, caminha com ele dois mil”.
E fez-se entre os homens inimitável modelo de tolerância.

“A quem te rogue a capa, cede também a túnica”.
E deu-se constantemente ao próximo, consagrando-lhe a própria existência.

“Ama aos teus inimigos”.
E suportou, em silêncio, as forças das trevas que o situaram em aparente derrota.

“Ora pelos que te perseguem e caluniam”.
E aceitou a flagelação injusta, exorando perdão em favor dos próprios carrascos, no suplício da cruz.

Não precisas aguardar revelações estranhas e nem fenômenos espetaculares para surpreender as maravilhas do Reino de Deus.

Nem catástrofes cósmicas.

Nem convulsões da natureza.

Nem Terra fulminada.

Nem céus abertos.

Tudo pode alterar-se, a teus olhos, se tens a luz por dentro de ti.

E, além disso, a qualquer momento, a verdadeira vida pode trazer-te a Grande Mudança.

Nosso problema será sempre construir na própria alma a perfeição que reclamamos nos outros.

Não nos esqueçamos de que o Evangelho vem preparar no mundo o reino do bem que Jesus anunciou e o próprio Jesus foi suficientemente claro, asseverando que o Reino de Deus está dentro de nós.

Livro: Neste Instante - Psicografia Chico Xavier

DOCE BILHETE





DOCE  BILHETE

Meus queridos pais:

Por mais me esforce, não consigo arrancar do lápis a nota de minha alegria em lhes comunicando o reconhecimento e o jubilo que me vão dentro d’alma.
Creio, hoje, que as mais belas expressões da natureza, no mundo, são silenciosas e mudas, porque a palavra talvez lhes desfigure a beleza.
O sol, a fonte, a árvore e a flor não falam. Irradiam a luz, a harmonia, a beleza e o perfume por mensagens intraduzíveis da sua gratidão ao Senhor.
È assim nossa alma, quando a morte nos despoja do corpo denso, revelando-nos as realidades sublimes que nos cercam.
Por esse motivo, não posso falar-lhes do regozijo com que desejaria expressar-me.
A emoção eleva-se, majestosa, do meu coração até o cérebro; mas, quando tento arremessá-la através da escrita humana, desaponta-me a pobreza dos recursos de manifestação intima ao nosso dispor na Terra.
Mamãe, não ignoramos a sua renunciação por nós todos no mundo. Seu devotamento tem sido o manancial cristalino de água pura a banhar-nos a plantação de fé e entendimento. Todos nós nos sentimos imantados à sua ternura que representa, para nós, suave alimento. Nos dias escuros, o seu carinho foi nossa claridade invariável e, nas horas claras da esperança, o seu amor foi sempre o nosso estimulo. Continue sem descanso em sua sementeira de caridade.
Hoje sabemos, com mais segurança e precisão, quanto vale a sua confiança em Deus a beneficio de nosso grupo familiar. E pedimos à sua dedicação jamais confiar-se à incerteza  ou a dor, ao desalento ou à indecisão.
Além dos nossos, a sua e a nossa família espiritual crescem constantemente, em busca de nosso concurso fraterno e, desse modo, desejamos sabê-la forte e bem disposta para todas as tarefas que o senhor nos confiou.
Não pense estejamos distantes. Vivemos unidos em espírito, na mesma faixa de serviço e compreensão.
A sua bondade tem sido o instrumento de muitos para muito e, mais que nunca, precisamos de sua coragem e de sua devoção ao bem para o trabalho que nos cabe desenvolver.
Daqui, do mundo novo, a que fui conduzido pelos nossos Maiores, trago-lhes as rosas sem espinhos do nosso afeto, que não morreu.
A morte nos mergulha no sono por algumas horas, para arrebatar-nos, depois, à benção do dia.
Tudo é vida a estender-se sem fim.
Tudo é grandeza divina, a dilatar-se perante os nossos olhos, do grão de areia aos mundos distantes nos confins do Universo.
Não permitamos que a tristeza se avizinhe de nós.
Deus é Sol de amor, que nunca se apaga. E a vida é o coro de alegrias eternas que lhe flui do coração.
Reunindo todos os nossos no mesmo abraço de carinho e de amor, saudade e confiança de todos os dias, sou o filho que lhes pede a benção e que lhes beija as mãos com muita ternura e reconhecimento.


Livro “Relicário de Luz” - Psicografia de Francisco C. Xavier - Autores Diversos