terça-feira, 24 de maio de 2011

Mensagem do Ministro Ypuena em 20/05/2011





Mensagem do Ministro Ypuena

Reunião de Componentes e Aula Doutrinária, em 20/05/11.


Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Salve Deus meus filhos Ypuena!
Salve Deus minhas filhas Ypuena!
Salve Deus família Ypuena!

Lacerda, a Princesa Janaína encontra-se no recinto!
Peça aos mestres doutrinadores, que escolheram a Princesa Janaína, que façam as suas emissões em conjunto!
[Depois de atendido, volta o Ministro].

Graças a Deus!

Há uma força curadora no recinto trazida por Janaína, em Cristo Jesus!
Nos mundos espirituais o Pai Seta Branca chama cada um de vocês pelo nome. Isto se faz para que fique registrado a sua personalidade e a sua individualidade no mundo Crístico. Portanto, o Pai cuida de vós!

Na vossa iniciação, quando você deitou-se no esquife por cima do seu colete, deitou-se o homem, deitou-se a mulher, levantou-se o médium, filho do Pai Seta Branca, com a sua missão, com as suas dores transcendentais, com o seu carma!

Mas, nós temos jaguares que procuram aumentar as suas dores, faltando com a conduta doutrinária.

Nós temos Arcanos trocando o vinho do Pai pela cachaça dos botecos!

Nós temos Ajanãs trocando a incorporação dos tronos vermelhos por terreiro de macumba!

Quando eles vão fazer as emissões não abrem o Neutrom. Portanto, não é ouvido pelas suas origens e isso não é bom para ninguém!

Portanto, eles são pacientes uniformizados e precisam de ajuda, de toda a família Ypuena!

Lacerda falou da Sexta-Feira Santa, eu quero, com a permissão de vós outros, complementar a aula doutrinária distribuída a vocês. Se nós passamos sem incidentes o primeiro de maio, é porque as forças que aqui são manipuladas estão conosco. Portanto, aos poucos, as divergências no topo da hierarquia diminuem e o Pai Seta Branca dá rosas a quem delas necessitam.

Vocês chamam de Sexta-Feira Santa a crucificação de Jesus. De Domingo de Páscoa, a Sua ressurreição, do Cristo, e o Primeiro de Maio, dia do Doutrinador e da Doutrinadora. Portanto, nos mundos espirituais, a conciliação está presente, e esta força vem até o Templo Mãe, diminuindo as dores daqueles que padecem por tudo que tem acontecido.

Mas, se nós perguntássemos aos Três Reis Magos, quando e onde nasceu Jesus? Eles nos responderiam: - Em Belém, naquela noite estrelada, aonde a estrela guia nos encaminhou até o Jesus menino!

Se nós perguntássemos a Pedro, quando e onde nasceu Jesus? Pedro nos responderia: - Naquela noite escura, quando eu o neguei por três vezes e o Mestre tomou-me pelas mãos e disse: - Pedro, tu és pedra e sobre o teu ombro edificarei a minha Igreja!

Se nós perguntássemos a Maria, Quando e onde nasceu Jesus? Ela nos responderia: - Na manjedoura, quando eu O tomei nos braços e O alimentei pela primeira vez! O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!

Se nós perguntássemos a Lázaro: Quando e onde nasceu Jesus? Ele nos responderia: - No túmulo, quando Ele disse: - Lázaro, levante! Venha a mim! Mostrando a todos que Ele tem o dom e a força sobre a morte.

E se nós perguntássemos a Francisco de Assis, quando e onde nasceu Jesus? Ele responderia: - Na Praça de Assis, quando me despi diante do clero e recebi, nas minhas mãos, os estigmas vindos da cruz.

E se nós perguntássemos a Neiva: Quando e onde nasceu Jesus? Ela nos responderia: Na Serra do Ouro, quando Ele me entregou o Pai Seta Branca e o Pai Seta Branca me entregou a missão de trazer o Doutrinador a este planeta! O homem luz, capaz de ajudar a Terra a passar de expiação para a regeneração.

Então meus filhos, eu gostaria de perguntar a cada um de vós, a esta família Ypuena, quando e onde nasceu Jesus a cada um de vocês? A resposta, naturalmente, fica guardada na individualidade de cada um, mas Eu a conheço!

Bem aventurados os que crêem porque eles verão a Deus!

Bem aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra! E aqui estão os que crêem e os mansos de espíritos! Salve Deus! Graças a Deus!

Lacerda, aproveitando esta força-luz de Janaína, peça aos Aparás que se levantem e incorporem os Caboclos, em Cristo Jesus!

[Depois de atendido, volta a falar o Ministro]

Salve Deus! Graças a Deus!

Lacerda, vamos levar estas forças manipuladas por Janaína e por estes Caboclos, duma grandeza infinita, aos hospitais, aos presídios, aos leitos de dores, aos manicômios, aos albergues, aos asilos, aos excluídos, ao menino e a menina órfãos de mãe e pai vivos.

Peço ao Anatoly que faça a sua emissão, para que essas forças sejam levadas aonde o Pai Seta Branca mandar.

[Depois de atendido, volta a falar o Ministro]

Salve Deus!

Está consumado Lacerda!

Desincorpore o meu aparelho!

Maternidade





Mãe sacrifica a própria vida por filho em gestação


Em agosto do ano passado Jessica Council — uma bela mulher de 30 anos de idade, mãe de um filho — notou que estava com dor na garganta. Mais ou menos na mesma época, ela começou também a suspeitar que estivesse grávida.

Quando depois de duas semanas a dor de garganta não havia sumido, Jessica decidiu fazer um exame médico. O médico dela lhe disse que provavelmente era algum problema de aumento da tiroide, e que em análise final não era nada com que se preocupar muito. Só para se certificar, porém, ele realizou um teste, que ele disse confirmou suas suspeitas iniciais. Tudo ficaria bem, disse ele.

Mas tudo não estava bem. O médico interpretou mal o teste.

Em 15 de novembro, Jessica começou a ter dificuldades para respirar. Em 21 de novembro ela foi parar na sala de emergência de um hospital. Então, em 22 de novembro, sua garganta se fechou tão estreitamente que ela não conseguia respirar, mas nesse ponto os médicos deram um jeito de introduzir uma sonda na garganta dela, e a colocaram numa máquina de respiração artificial.
No dia seguinte, 23 de novembro, Jessica foi informada de que estava com câncer. Naquela altura, ela também sabia com certeza que estava grávida.

Assim começou uma jornada que imporia o teste máximo à fé e convicções pró-vida de Jessica e seu marido, Clint.

“Valeu cada dia”

Jessica e Clint se conheceram na Universidade Greenville, [uma instituição evangélica de ensino]. Numa entrevista longa para LifeSiteNews.com, Clint disse que ele havia descoberto a deslumbrante ruivinha sentada um dia no refeitório da universidade, e perguntou se ele podia se juntar a ela. Ela recusou. Mas Clint não desistiu.

Aliás, somente depois de um ano e meio de amolações de Clint Jessica concordou em sair para um encontro; o casal se casou dois anos e meio depois disso. “Suponho que entendemos quando chega a hora do casamento”, disse ele. “Eu tive de lutar muito por ela, mas valeu cada dia”.

O casal mudou para Traveler’s Rest, na Carolina do Sul, onde tiveram um filho e trabalhavam como mentores de adolescentes numa instituição evangélica de caridade. A vida era boa: eles eram jovens, apaixonados, saudáveis e gozando a vida.

Clint aponta para o fato de que sua esposa sempre cuidava meticulosamente de si mesma. “Ela tinha sempre sido extremamente, extremamente saudável”, disse ele. “Ela tomava muito cuidado com o que comia. Ela procurava honrar a Deus com seu corpo. Ela fazia exercícios regularmente”.

Por esse motivo, a última coisa que um deles esperava era o câncer que ocorreu em agosto passado.

Sem mais opções

Clint descreve a reação de sua esposa à notícia do câncer na garganta dela como “um misto de medo e surpresa”. Quanto a si mesmo, ele diz que sentiu “praticamente todas as emoções que dá para se pensar… exceto alegria. Eu me sentia como se tivesse sofrido amputação de todos os membros”.
Mas, é claro, Jessica não era a única ameaçada pelo câncer: ela estava grávida, e qualquer tratamento que ela fizesse quase que certamente prejudicaria, e possivelmente até mataria, seu bebê em gestação.
Em 25 de novembro, o obstetra do hospital ofereceu a realização de um aborto para o casal. Clint diz que Jessica nunca hesitou. “Isso nunca foi uma opção”, disse ele. “Isso era muito claro para nós”.
Mas o que era menos claro era se ou não aceitar os tratamentos: embora o oncologista tivesse dito que a quimioterapia provavelmente mataria o bebê, o obstetra discordou, dizendo que o bebê provavelmente sobreviveria, mas sofreria danos cerebrais.

“Jessica olhou para mim, e levou alguns segundos para ela”, diz Clint, “e ela balançou a cabeça e disse ‘não’”. Ela também recusou terapia de radiação por causa de riscos semelhantes.

“Nós realmente não tínhamos muitas opções de tratamento depois disso”, disse Clint, apontando que a cirurgia jamais foi uma opção por causa do local onde o câncer estava.

“Ela não despertou”

A questão do tratamento surgiu de novo quando o bebê alcançou o terceiro trimestre. Naquele ponto, diz Clint, a decisão era muito mais difícil, com os médicos afirmando que os riscos eram mínimos porque o bebê já estava quase inteiramente desenvolvido.

Entretanto, Jessica ainda recusava os tratamentos por amor ao seu bebê em gestação — uma decisão que Clint diz deixou os médicos dela “muito confusos”.

Clint conta em segredo que nem ele nem sua esposa sentiam que os médicos estavam sendo completamente francos acerca dos riscos. Mas ele também diz que sua esposa tinha outra razão para recusar os tratamentos.

“Ela sabia que de todo jeito ia morrer”, diz ele. “Ela só falou isso comigo pouco antes de morrer… Mas eu acho que ela sabia, e ela estava pensando em dar a este bebê toda chance que ela pudesse”.

Embora o casal tivesse tido algum sucesso com métodos alternativos para deter o crescimento do câncer, inclusive uma dieta rigorosa de sucos de verduras orgânicas e suplementos, sem tratamentos mais agressivos era só uma questão de tempos antes que o câncer prevalecesse.

Um milagre de 23 semanas

Na noite de 5 de fevereiro, Jessica foi dormir com dor de cabeça e náusea. “Ela não acordou”, diz Clint.

No dia seguinte o hospital declarou Jessica cerebralmente morta, e Clint deu aos médicos o sinal verde para fazer o parto cesáreo. Em 6 de fevereiro, o pequeno “Jessi” nasceu, pesando 535 g.

Os médicos haviam pensado que Jessica estava com 25 semanas de gravidez, mas depois que fizeram o parto eles perceberam que ela provavelmente estava com uma gravidez de apenas 23 semanas e meia — o limite absoluto da viabilidade.

“Só posso testificar acerca da graça de Deus nisso, pois Jessica morreu no momento exato em que o bebê estava viável para viver fora do útero”, diz Clint. Os médicos dizem que o bebê Jessi está indo bem.

“Emocionalmente brutal”

Clint descreve a experiência toda como “emocionalmente brutal”, e confessa que apesar de suas firmes convicções cristãs e pró-vida, foi a vereda mais sofrida que ele e sua esposa tiveram de trilhar.

“Sim, eu realmente lutei”, diz ele, “porque na Bíblia a única pessoa que temos ordem de amar mais do que a mim mesmo, essa era ela. Eu realmente lutei”.

“Às vezes é mais fácil ser altruísta com qualquer coisa que nos acontece”, ele aponta, “mas quando atinge com a perda da pessoa que você mais ama, é muito difícil”.

Foi também difícil para seu filho de dois anos e meio. Clint reconta que depois que Jessica foi internada, seu filho não pôde vê-la durante um mês, e durante esse tempo ele não queria nem mesmo olhar ou falar com seu pai. Mas depois que ele pôde visitar sua mãe, “ele começou a agir melhor”, diz Clint.

Depois da morte de Jessica o menino sofreu um período de aguda “ansiedade de separação”, embora seu pai dissesse que ele começou a se ajustar.

Quanto ao próprio Clint, mal se passaram dois meses após a morte de sua esposa, ele diz que está fazendo tudo como se estivesse em piloto automático, permanecendo ocupado com o trabalho e cuidando de seus dois filhos.

Nesse ponto ele faz uma pausa. “Vou ser muito franco”, diz ele, notando que ele quer fazer tudo o que puder para ajudar outros que podem estar em situação semelhante. “No primeiro mês, eu não conseguia — e quero dizer isso como numa incapacidade literal — eu não conseguia ler minha Bíblia, eu não conseguia orar”.

Ele descreve o sentimento como parecido ao de uma criança que está sendo disciplinada pelo pai: “Muito embora eu soubesse cognitivamente que o relacionamento estava ali, eu sabia que [Deus] me amava, eu aceitei essas coisas de um ponto-de-vista mental. Eu não sentia nada, espiritualmente. E não é sobre os sentimentos, mas a alegria em Deus havia desaparecido 
completamente de mim por um mês. Eu estava levando a vida exclusivamente com base no que eu sabia era verdade de um ponto-de-vista mental”.

Ele diz que agora, porém, avançou para além dessa primeira fase, e começou a orar de novo, inclusive por outras pessoas.

Apesar disso, ele diz que chegará provavelmente um tempo em que ele terá de deixar tudo, e fazer um luto apropriado pela perda de sua esposa.

“Deus seja louvado”

Muito embora o cansaço e o sofrimento sejam palpáveis na voz de Clint, ao falar com ele dá para se detectar algo mais também — uma profunda resignação nascida não do desespero, mas de uma fé autêntica e enraizada que aceita que esse sofrimento teve em análise final um significado, e que há tragédias piores até mesmo do que a morte.

Numa nota escrita menos de duas semanas depois da morte de Jessica, e postada num blog sobre a luta dela contra o câncer, Clint escreveu as últimas palavras que muitos esperariam ouvir de um homem que acabou de perder uma jovem esposa a quem ele muito amava.

“Que Deus seja louvado, meus amigos”, disse ele. “Não duvidem de Deus; não se irem contra Ele por mim. Tive o privilégio de ter tido uma esposa que estava cheia do amor do Pai. Regozijem-se comigo, irmãos e irmãs. Deus abençoou Jessica ao levá-la para um lugar de perfeita paz e sem dor. Devo ser grato pelo tempo que tive com ela em vez de ser ingrato por todas as coisas que nunca pudemos fazer juntos. Devemos dar graças em todas as coisas pois essa é a vontade de Deus em Jesus Cristo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Anjos de guarda





Anjos de guarda ou anjos guarda.

Ajuda dos céus

A garota de pernas longas e ossudas, cabelo crespo e bochechas cobertas de sardas, voltava para casa de bicicleta.
Distraída, pensava em que teria feito sua mãe para o jantar. Ao virar a esquina, um carro surgiu ao lado, com dois jovens dentro.
Ela pensou se tratar de amigos de seu irmão. O que estava no banco do carona se inclinou para fora da janela, em sua direção.
Ele tinha cabelos longos e parecia com seu irmão Michael.
Ele sorriu e perguntou se ela não desejava uma carona até em casa.
Não, obrigada – respondeu. – Moro logo ali, depois da esquina. Estou quase chegando.
Ele insistiu: Vem. Vai ser divertido. Vem dar uma volta com a gente.
Ela olhou em torno. Não havia ninguém. Nenhum carro passando. A rua estava vazia.
Começou a sentir um mal-estar, mas não conseguia se mexer. Parecia estar hipnotizada.
Nesse instante, uma voz soou em seu ouvido. Ou, ao menos, ela pensou que fosse em seu ouvido.
Corre! Se manda.
Imagens de sua casa começaram a piscar na mente na menina de 11 anos.
Despertou da paralisia que o medo lhe provocara e pedalou o mais rápido que pôde, em direção à sua casa.
O carro se afastou na direção oposta.
Chegou em casa com dor no peito, por ter prendido a respiração e pedalado com tanta força.
Tremendo ainda, correu aos braços de sua mãe, contando o que acontecera.
Infelizmente, como fazem muitos pais, ela não deu maior importância àquilo que fora uma tentativa de seqüestro infantil.
Mas o comando daquela voz salvara a garota.
O episódio a marcou profundamente. Mais de vinte anos passados, ela recorda da cena em todos os detalhes.
Naquele dia, ela lembra ter prometido a si mesma que, ao crescer, faria algo para proteger as crianças de agressores.
Não sabia direito como, mas tinha certeza de que, um dia, se dedicaria a essa causa.
Pensou em ser advogada e juíza, para distribuir sentenças severas a pessoas que maltratavam crianças.
Adulta, ela ajudou a criar um sistema de alerta a rapto de crianças no Estado do Arizona, onde reside.
Mas, a grande certeza que guarda do episódio, é de que naquele dia aterrorizante, aos 11 anos de idade, havia um anjo em seu ombro.
O anjo, tanto a protegeu naquela tarde quanto, diz ela mesma, a colocou no caminho que deveria seguir na vida adulta.
Traçando perfis de criminosos para a polícia, auxiliando na captura de raptores, ela se sente gratificada.
Mais ainda, quando suas palavras podem aliviar a dor dos parentes de uma vítima, retirando um peso de seus corações.
Poucos nos damos conta do quanto somos protegidos. Isso porque a proteção é sutil.
As idéias brotam como uma intuição e quase sempre as creditamos à conta de nós mesmos.
Atravesse a rua. Siga por aquele caminho. Olhe para trás.
Por vezes, o socorro é providenciado através da interferência feliz de um parente, amigo, ou até um desconhecido.
Alguém que chega e nos sugere algo. Alguém que passa e nos socorre.
Pense nisso e fique atento à ajuda que os céus lhe remetem todos os dias, aprendendo a ouvir com lucidez e ser grato.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O AMANHECER DAS PRINCESAS NA CACHOEIRA DO JAGUAR (7)





CAPITULO VII

Salve Deus!

Meu filho:

Vamos voltar á Cachoeira do Jaguar. Vamos mais uma vez sentir a
realização daquele povo, os nossos antepassados.
É filhos, quem diria que aquela filosofia de Pai João e Pai Zé Pedro
partisse daqueles Nagôs? Sim filhos, é preciso que conheçam a vida fora
da matéria, sabendo que vivemos na Terra a experiência de que somos
testados pelos nossos amores, e pesados pelos nossos corações.
Vivemos neste globo terrestre onde analisamos a um ovo; a vida
atmosférica que não nos dá a mínima condição de viver sem dispensar as
normas reais da vida. E assim, como ocorre na terra, muito mais é no
espaço, onde o poder do pensamento criador é incomparavelmente maior.
Depois de atravessar uma pequena clareira, vamos encontrar os
nossos queridos Pai Zé Pedro e Pai João no verdadeiro caminho que nos
une á eternidade.
Tudo era movimento, no dia que Pai João e Pai Zé Pedro foram
chamados para o sono cultural.

Salve Deus!
Pai João e Pai Zé Pedro se preparavam para o anfiteatro. Suas
cabeças não haviam despertado daquele triste crepúsculo na Terra, na
cachoeira do Jaguar. Sentados em frente de uma grande tela, que nos
planos espirituais do Canal Vermelho é como um cinema; aparece tudo
que queremos saber de nossa vida na Terra. Pai João e Pai Zé Pedro viam
com paixão tudo que lhes eram tão caros; aqui é ali os dois comentavam:
- Todos, todos estava, ali conosco.
- Sim! (dizia um ao outro) viam tudo...Nisto ouviu-se um soluço,
era Efigênia que soluçava por não poder mais voltar á Terra, pois o seu
crânio ainda merecia cuidados.
Nisto ouviram também alguém que chegava:
- Oh! Quantas saudades... falaram muito, tudo o que se passou,
como se tivesse perdidos de vista. Depois Pai João perguntou:
- Por quê Efigênia não pode voltar á Terra?
- João (falava Vô Agripino): as forças biogênicas são transmutações
das forças cósmicas. A função da matéria é organizada pelo sistema do
corpo etérico. O corpo é sempre um e o mesmo tem sua origem na matéria
orgânica, metamorfose da matéria cósmica. As funções são muitas e várias.
Tem sua origem nos fenômenos vitais, que é criado pela matéria inorgânica
que forma o corpo bruto, inerte, sem atividade própria. Efigênia
naturalmente não está preparada para tanto. Ouviu-se um dar uma rica
surpresa.
Vô Agripino sorrindo disse: - Vou lhes dar uma rica surpresa.
- Ah!, lá estão todos que irão voltar...
- Onde estamos? (perguntou Pai Zé Pedro).
- Na mansão dos Jaguares – E quem você esta procurando Zé
Pedro?
- Eufrásio!
- Ah! Sim, (disse Pai João) Eufrásio ainda não chegou.
Perguntaram quanto tempo já se encontravam ali. Cinco anos e no
entanto estavam todos ali. Sim, pensava Pai Zé Pedro: no Universo há não
inércia. O movimento é incessante. A atividade é essencialmente produtora
e as forças não param. Se ficarmos parados ela se vai e ficamos só. Sim
repetia ele, o homem é portanto o microcosmo, matéria e força, corpo e
funções; o corpo físico não gera a vida ou a força promotora dos movimentos,
mas observe-os. O organismo é um reservatório Universal, é assim o
instrumento da vida, aparelho que varia do infinito, aos pesados contatos
da Terra que alimentam as células vegetais...
Sim, a experiência foi muito brusca, muito fatal. Pai João e Pai Zé
Pedro não sabiam, nem mais nem menos o que estavam fazendo. Levados
pelos arrolhos dos tumultos, arrastavam em suas mentes aquele crepúsculo
final. Sim. Perguntavam-se sempre: porque uma dor tão grande? Verdade!
Lembravam-se na Cachoeira... os dois presos, soterrados da cintura para
baixo, sem poder socorrer os demais, até que outra avalanche os levassem
para o fim.
Sim, pensavam, ficamos presos por castigo de Deus? Perguntavam
sempre, ficamos presos por reparação...castigo!?... Eram as duvidas e os
conflito daqueles dois. Por que suas cabeças não sabiam analisar, os dois
presos para assistir toda a catástrofe. Sua revolta já estava levando-os a
descambar para “Ponta Negra”.
Verdade, amamos na Terra e no entanto sofremos tanto! – Cadê o
Vô Agripino? – ficou com as Crioulas e os Nagôs? – Porque saímos de
perto deles?
Porque nossas mentes tem que se encontrar por si mesmas e não
vê Zé Pedro, aquele bendito errolho nos jogou para aqui sem que nós
sentíssemos?
Nisto ouviram um grito que penetrava diretamente em seus ouvidos:
. - Tibério, eu sou e serei o teu Cônsul fiel, tenho prisioneiros:
Marcus Cláudio e Vinicius os teus traidores. Os dois homens soterrados
naquele imenso pântano. Saiam chispas de fogo pelo olhos. Pai João e Pai
Zé Pedro se olhavam sem nada poder dizer. Porém, o homem continuava
sua obra. – Marcus Vinicius, o traidor!
- Sim diziam os nossos queridos, não temos dúvidas, o quadro
era idêntico, somente o ódio daquela gente era o oposto da Cachoeira do
Jaguar.
Quando se deram conta de si, estavam no indumentária de Tibério
(Pai João) e Marcus Vinicius ( Pai Zé Pedro). Os espíritos do triste comício
agora gritavam com mais intensidade, foi na deposição de Gália, lembrouse
Pai João.
- Oh! Meus Deus, porque estamos aqui?
- É a misericórdia de Deus. Sim, não acreditamos nem mesmo em
Vô Agripino e olhando para suas novas vestimentas, Pai Zé Pedro gritou:
Fujamos daqui antes de sermos vistos nestas indumentárias! Vamos daqui!
Nisto ouviu-se um assobio e um grupo de cavaleiros surgiu, se espalhando
por todo aquele pântano, ficando somente um luminoso, que se aproximou
dos nossos queridos e num tom de crítica prestou homenagem aos dois
que ainda vestiam a indumentária. Pai João e Pai Zé Pedro sentindo a
maior humilhação disseram:
- Viemos recentemente da Terra.
- Estou vendo, porém nem tão recente. Sei que sofreram muito
nesta jornada a ponto de perderem a sua individualidade. Esqueceram-se
do amor de Deus, cumpriram com amor e dignidade a missão na Terra; no
entanto aqui, depois de cinco anos, estão para cair apenas por não terem
encontrado a razão do seu crepúsculo. Egoísmo, o egoísmo poderá arrastar
tão grandes e nobres missionários?
- Porque estamos assim? (Perguntou Pai João) Vestidos assim?
- A falta de segurança e de amor a Deus.
- Nos culpamos por ter ficado presos, vendo toda tragédia sem
poder nos movimentar, vendo todos parecerem. Tememos que fosse uma
reparação e no entanto não sabemos onde ficou o erro.
- Pelo que sei Vovô Agripino os orientava dando-lhes lindas lições.
Nisto gritou Zé Pedro: - João, João Nagô! Tire depressa de sua
mente esta roupagem. Os dois começaram a rir e abraçados, tudo se
modificou. Agora olhavam para o vale negro. Lá em baixo tudo já estava
diferente, os Centuriões já os haviam levados em suas redes magnéticas.
- Oh! Meu Deus! Como nos martirizamos. – Sim Zé Pedro, talvez
queríamos ser recebidos com festa.
Pai Zé Pedro e Pai João sentaram-se na primeira pracinha e tristes
começaram suas queixas: - O que será de nós? Temos que receber uma
missão e ficar juntos outra vez.
Sim Meus filhos, agora eles se recordavam mesmo de tudo...
Quando estavam falando chegaram as sete Crioulas e tudo foi
festa. Jurema já parecia uma Princesa.
- Onde andavam meus queridos irmãos? Sabemos que estavam
juntos, dizia com graça, daqui onde estamos avistamos tudo, até mesmo
“Ponta Negra” e o “Vale Negro”.
Quando Jurema terminou, Pai Zé Pedro disse baixinho: - Te viram
na encarnação do Imperador Tibério César.
- E você Marcus Vinicius.
- Sim (disse Jurema) Salve Deus! É natural que façamos estas
reparações. É difícil entender, estivemos ali e tudo foi como se Deus nos
quisesse testar.
- Sim, já entendemos tudo, Tibério enterrava os seus prisioneiros
até a cintura e deixava que os bichos os comessem ainda vivos, no entanto
não nos deixou viços por muito tempo.
Nisto uma pequena luz aparecia ao longe.
- Olha! Disse Jurema, olha Zé Pedro! Jerônimo soube que os
senhores estão aqui e vem lhes ver.
Pai João e Pai Zé Pedro se olharam, sim como Jerônimo...!?
- Oh! Zé Pedro e João! Disse Jerônimo todo feliz: vim buscar os
senhores para a nova Mansão dos Jaguares.
- Jerônimo, meu Jerônimo, como pode tanta compreensão?
- Sim, disse Jerônimo, tenho a cabeça e o coração bem menores
que o dos senhores, por conseguinte, a missão foi menor também.
- É verdade, tudo vem de um plano de Deus. Sim! Remataram...
Ouviu-se um estrondo, eles já estavam perto da mansão dos Jaguares.
Jerônimo mostrava tudo por onde passavam. Sim, Jerônimo já estava ali há
sete anos e sempre foi um espírito conformado. Por ultimo vendo a admiração
de Pai João e Pai Zé Pedro disse: - Sabe meus queridos Mestres, tenho tudo
que me ensinaram na minha cabeça, só Deus poderá lhes pagar.
- A nossa Doutrina não chegou, pra nós: Vê que já estávamos
descambando para “Ponta Negra”.
Nisto ouviram vozes: eram Antena, Zefa, Lívia, Emereciana, Maria
Conga, Sabina e Cambina, e junto os Nagôs, só faltava Eufrásio. Foi abraços
e comentários como se estivessem chegado de uma grande viagem.
Pai João se ligou a Antera e quando viram já estavam com uma
nova roupagem.
- Por Deus não te reconheceria, se tu também não estivesse junto
com os dois foram para uma pracinha recordar as suas façanhas na Terra.
Foi um tempo bonito, todos se reconheceram em casais, saiam e com
saudades esperavam o amor de Deus.
Já era hora da prece... “do Canto Universal”. Saíram dali e foram
ao “ Campo de Morça” vibrar para os que ainda estavam na Terra.
- Como? Perguntou Pai João.
- Sim, no “Campo de Morça” vibram os que ainda tem os seus
familiares na Terra.
- Tens alguém, Zé Pedro?
Este surpreso respondeu – Tenho... tenho o meu Sinhozinho e minha
Sinhazinha.
- E eu (disse Janaína), vou devolver-lhes as rezas que fizeram
pensando que eu estivesse morta.
- Onde estão os seus familiares Janaina? Perguntou Jerônimo.
- Na Europa, respondeu.
- Se é na Europa, é logo ali...
Todos sorriram, vendo a verdadeira família.
Nisto o jovem Tomaz, que se vestia como um belo Fidalgo Grego, e
foi se juntar a Janaina.
- Tomaz! Gritou Pai João meio ressabiado, Tomaz meu querido
Tomaz! Como safremos por tua partida.
- Sim, pelo que sei e partiremos em breve.
- Oh! Meu Deus! Disse Jurema que estava ao lado de Japuacy,
também na roupagem de cidadão romano.
Verdade, até parece conto de fadas; todos com seus amores, chegaram
ao grande e luminoso “Campo de Morça”. Todos estavam em suas afirmações
sentido aquela força em perfume que exala dos mundos espirituais de Deus. As
energias iam e vinham como laços de fitas. Pai João e Pai Zé Pedro sorriam e
choravam, vendo aquela maravilha que jamais pensaram existir. Risos e luzes.
De repente começou o sermão. A voz direta que também era maravilhoso.
- Salve Deus! Quem está falando? Quem fala em nós como se nos
conhecesse?
- São as vozes dos Ministros que nos preparam para voltar a Terra.
- Como poderemos partir com todos os nossos amores!?
- Sim Meu filho, como sra a despedida dos nossos queridos?
Veremos no próximo capitulo.
Com carinho

A mãe em Cristo...

Tia Neiva

Obs: Sempre solicitada em muitas sintonias, a Clarividente não
prosseguiu com a história, Salve Deus!

Dia dos Pretos Velhos 13 de Maio





Os PRETOS VELHOS são falanges de espíritos de alta hierarquia, Raios de Olorum, que assumem a roupagem de Pretos Velhos, atuando com simplicidade e carinho, em ação desobsessiva, aliviando os seres humanos da ação de seus cobradores e obsessores, desintegrando cargas negativas pela força do amor.
Também a eles está destinado o trabalho das comunicações, confortando os aflitos, revertendo quadros de sofrimentos e dando esperança e paz àqueles que os consultam.
São eles que fazem o convite para um paciente se desenvolver, quando vêem a necessidade de ser o desenvolvimento da mediunidade essencial para que se faça a libertação dos espíritos que estão perturbando aquela pessoa, o que só poderá ser feito por ela através dos trabalhos em alguma doutrina espiritualista. O Preto Velho não diz que ela deva ingressar na nossa Doutrina, mas, sim, apenas, que ela precisa desenvolver sua mediunidade, deixando-a escolher quando e onde, sem, também, entrar em detalhes, evitando agravar casos de desequilíbrio.
São verdadeiros seres revestidos de Luz e Amor, sempre protegendo e orientando as pessoas, principalmente médiuns que são seus aparelhos, confortando-os ou, se for o caso, repreendendo-os, mas sempre com ternura e carinho, jamais magoando ou humilhando quem quer que seja. São sempre sinceros e verdadeiros, dizendo de forma singela e elegante o que é preciso revelar, sem preocupação de agradar ao paciente.
O rosário representa uma corrente, com pedras unidas, e no Templo do Amanhecer podemos ver, sobre os Tronos Amarelos, preso ao teto, o Rosário de Pai João, em que cada uma das contas representa um elemento daquela Falange dos Enoques, formando a Corrente dos Abnegados Pretos Velhos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O AMANHECER DAS PRINCESAS NA CACHOEIRA DO JAGUAR (6)





O amanhecer da princesas na cachoeira do Jaguar
CAPITULO VI
Salve Deus,

Meu filho jaguar:

As trevas da noite nada significam para o espírito, pois este vê
através do seu resplendor.
Sim meu filho, declaro com toda confiança, que não está longe o
dia em que a ciência irá se colocar diante desta realidade que é a
reencarnação.
Ninguém poderá impedir o progresso. O mundo de hoje está
brincando com fogo. O tempo no espaço não se registra. Não se sabe
porém os caminhos físicos. No centro nervoso da Terra tudo é lento, tudo
vibra para formar a harmonia no centro eterno do homem. Seus rápidos
contatos do etereomagnético é o bem que lhes dá força. O homem mesmo
na sua inconsciência, confirma o seus velho sábios retorna ao seu sol interior.
Sim meu filho, breves dias irão chegar em que o homem
espiritualizado será sentido pelo “PROFANO”, como uma música literária
da mais alta sinfonia.
Sim meu filho, segundo as leis e forças que governam todas as
coisas que Deus criou, o homem na totalidade, sempre procura empregar
sua força mais para impedir o desenvolvimento da Terra. Vê-se assim,
como a se punir pelas suas próprias leis. Leis, sempre para punir outros e
não sabem se desviarem e continuar a punir.
Sim, meu filho, não é fácil abandonar a multidão, fixar-se em si
para buscar a verdade. E quando conseguimos encontra-la é mais difícil
ainda, permanecer com ela. Permanecer com a verdade quando a
encontramos.
Sim meu filho, com este espírito de lealdade vamos encontrar o
nosso povo na Cachoeira do Jaguar.
Foi tudo muito bem aquele primeiro dia. Curas, muitas curas que
se espalharam por tida parte. De longe se viam luzes naquela cachoeira.
Nossos Missionários estavam unidos pelos compromissos Cármicos.
Pai João, amanheceu doente. Seis horas da manhã e o céu não
clareava, fazendo os pensamentos se encontrarem. Eufrásio entoava um
“bendito” da igreja católica. Jurema juntou a roupa e desceu com uma
enorme trouxa para a fonte e com ela: Janaina, Jandaia e Janára. Alguns
Nagôs já voltavam das calçadas e outros seguiam para as roças. As Sinhás
preparavam a feijoada e outras ainda, reativavam o fogo da célebre fogueira.
Pai João sentia a tristeza daquela gente e em sua mente começou a
voltar. Foi quando Pai Zé Pedro chegou fazendo algumas premonições.
Sim! Pai Zé Pedro provia alguma dor devido também ao procedimento
daquela gente.
Pai Zé Pedro estava triste porque Pai João já havia contato uma
certa comunicação sua Vô Agripino, que segundo os fenômenos habituai,
a desarmonia que há horas estava se dando no grupo, era forçada pelas
vibrações dos familiares de Janaina. Eles acabariam descobrindo o seu
paradeiro. Evidente, seria uma guerra. Perder Janaina seria um terrível
descontrole para Jurema. Seus pensamentos não chegaram a se
conscientizarem.
Da entrada da aldeia três cavaleiros gritavam: - Negros! Queremos
paz, porém, nos entreguem a Sinhazinha Janaina, porque o senhor seu pai
pede a cabeça de todos vocês que roubaram sua filha.
- Ela não se encontra aqui (disse decidida Jurema).
Janaina, que estava de cócoras, saiu correndo e entrou na cabana
de Eufrásio, que tinha um cravinote na sua cabeceira para se defender de
bichos (onças, lobos,etc.). vendo Janaina tremendo de medo, segurou o
cravinote e ficou ali a espreita do que desse e viesse.
Ah!foi horrível! Os homens desceram dos cavalos e foram direto á
cabana de Eufrásio. Este fazendo um esforço acima de suas condições
físicas, vendo o homem quase pegando Janaina, segurou a arma e atirou.
Dois ficaram caídos e o outro foi embora pela mata a dentro.
Pai João mandou que desarreassem os cavalos e os juntasse á tropa.
Todos correram para a cabana de Eufrásio que só sabia dizer: - Oh!
Pai João, pelo amor de Deus, jamais pude pensar em tão desesperado
gesto. Sim, Pai Zé Pedro! (Eufrásio continuava a falar) eu não podia deixar
que eles pusessem a mão nesta criaturinha...
Nisto um urro. Reviraram o homem que estava de bruço com a
boca no chão, ele ainda esta vivo, porém, o outro estava morto.foi horrível.
Ninguém sabia como proceder. Mas, a verdade não se pode esconder:
estava um homem morto, e o outro ninguém sabia o seu estado de saúde.
Somente quando o dia clareou é que foram dar conta da tragédia.
Eufrásio já estava só novamente.
Um grande grito se fez ouvir, era Eufrásio; estava sentado na cama.
- Sim! Pai João, Deus se compadeceu de mim, estou sentado. Oh!
Pai Zé Pedro. Todos viraram-se para Eufrásio, ficando a dor da tragédia
mais amena.
Maria Congá não parava, enquanto todos sofriam em seu pranto
emocional, ela junto á Vovó Sabina e também alguns Nagôs, já haviam cuidado
do morto e do ferido, e até já sabiam que o morto se chamava Crésio e o
doente Amâncio e que inclusive, estavam por conta própria, ninguém os
havia mandando ali. Eram os velhos reajustes da noite fatal na Senzala.
- Oh! Meu Deus! (gritavam todos) Eufrásio vai andar... entre
lágrimas, gritos e emoções, Eufrásio dava alguns passos pelas mãos de
muitas pessoas eufóricas que chamavam aquele fenômeno de milagre.
- Pai Zé Pedro estava em conflito e foi atrás de Pai João.
Como pode? Matou e ficou curado! Como pode!? João, um
fenômeno deste!?
- Cala-te, Zé Pedro! Deixe de fazer julgamento. Estes três homens
não eram mandados do pai de Janaina, e sim estavam com má intenção na
pobrezinha desta viagem. Olha Zé Pedro, já estamos aqui a mais de cinco
anos! Não está lembrando que o sinhozinho Erics, vendeu tudo que tinha
e foi embora pensando que sua filha havia morrido afogada? Houve até
uma lenda que Janaina aparecia cantando por cima das águas nas noites
de lua cheia? De um ano pra cá, porém, alguém começou a desconfiar Zé
Pedro! Nas coisas de Deus! Estamos em maremoto, porém, para um nada.
É confuso tudo isto, certo?
- Oh! João, graças a Deus! Não sabes bem que me fizeste.
Pai João mandou um recado para o Sinhozinho de Pai Zé Pedro e
este arrumou toda a situação ilegal, inclusive junto ao pequeno arraial de
abóboras.
Eufrásio realmente ficou bom. Então tudo virou. Eufrásio queria
procurar a família, os seus e, tão impaciente estava que já se aborrecia por
qualquer coisa e por fim se apaixonou pela meiga Iracema. Então, em tudo
colocava a amargura. Não parecia mais aquele Eufrásio cheio de cuidados.
Certa noite, a lua estava cheia, ninguém se preocupava com a
fogueira. Pai Zé Pedro e Pai João estavam fora, mais para longe da aldeia e
começaram a fazer as reparações.
- Eufrásio (comentavam), como uma criatura podia se modificar
em tantos aspectos, em tão vil procedimento?
- É possível João, alguém regredir tão depressa?
- Sim, Zé Pedro, naquela noite trágica, muita experiência Deus
nos deu á luz do saber. E eis o que sei dos meus contatos com Vô Agripino:
- Eufrásio foi somente um instrumento de nossa iludisse com o seu
comportamento e nem tão pouco com a sua evolução.
- Oh! Meu Deus, começo a compreender o que estamos passando.
Nisto chega Eufrásio.
- Pai João, vou-me embora, não estou suportando mais esta vida!
vou sair, vou procurar emprego onde chegar. Darei noticias e jamais irei me
esquecer de todos daqui, e muito menos de vocês dois.
Olhando, Pai Zé Pedro, que espantado não dissera uma só palavra,
perguntou: - Quando desejas partir?
Roteiro do Pequeno Pajé, Vale do Amanhecer, Junho 2005 | 48 |
- Agora (respondeu Eufrásio) e sem muitas despedidas. E foi
embora, montando na mula do finado.
Pai João, Pai Zé Pedro e alguns Nagôs que já haviam se juntando
ali, estavam perplexos. Ninguém, ninguém deu uma só palavra. Subiram
até a aldeia sem sentaram junto a fogueira. Jurema virando-se para Zé
Pedro, disse:
- Tenho pena de vosmecês, e assim dizendo foi incorporando.
- Salve Deus! (era Vô Agripino) meus filhos! Eufrásio foi embora,
cumpriu seu tempo como vocês, não se preocupem que ele não irá muito
longe. Fez grandes dívidas nestes arredores. Pagou sua divida com Janaína
e vai se encontrara com sua família, aí nas Abóboras. E vocês João e Zé
Pedro, se preparem que virá uma ordem para vocês partirem daqui.
- Nas Abóboras? Sua família ai tão pertinho? (perguntou Pai João)
- Sim! Porém ele saiu daqui sem saber (continuou Vô Agripino)
sim! Vocês vão partir daqui, partir para bem longe. Jurema, Janaina, Iracema,
Jandaia, Juremá, Janara, Iramar, Jazaíra e Jaiza precisam se casar. Esta
aldeia já não tem mais energia para vocês.
- Sim! Energia transcendental, herança que se encaminha na Lei
do Auxilio.
Pai Zé Pedro e alguns Nagôs estavam ainda decepcionados, mal
ouviam o que o Vô dizia.
Terminou a Sessão e todos tristes foram dormir.
Sim, nesta época já viviam ali naquela aldeia 108 personagens. Era
uma família que com a saída de Eufrásio, ficou bem mais unidas. Só Deus
agora daria o destino daquela gente.
Em volta da fogueira todos “muchos”; o coração dilacerado pela
desilusão. Não fiquem assim compungidos pela falta de Eufrásio.
Alguns comentaram – Eufrásio era tão bom, nos dava tantos
conselhos, nos orientava em tudo...
Pai João começou a pensar: Quando o homem se esquece das
faltas do outro é por que está se evoluindo. Ali naquele caso, todos só
lembravam de Eufrásio na sua boa fase. Sim, Iracema, a crioulinha mais
indefesa, e a quem mais fez sofrer...
- Zé Pedro (disse Pai João) estes são realmente os velhos reis e
imperadores.
- Por que João, afirmas com tanta euforia?
- Zé Pedro, o homem que viveu em encarnação superior, digo, de
procedência refinada, não perde a confiança em si mesmo. Sempre estão a
lhe passar o espírito de justiça e não se envolvem com mesquinharias.
Somos 108, sabe?
- Sim, foram todos Reis e Rainhas e todos ainda viverão muito
tempo conosco.
- Deveras (disse Pai Zé Pedro) – eles só se lembram de Eufrásio,
de Eufrásio, em suas boas ações e de seu marítimo na cama.
Continuavam perto da fogueira. Jurema fazia previsões. Chegando
a vez de Iracema ela disse:
- Iracema, você voltará para ser a esposa de Petruceo. Sim, seguirá
para muito longe. Iracema e Iramar atravessarão o espaço para receber a
missão e depois voltarão esposas do mesmo Imperador.
- Eu? (espantou-se Iracema), esposa do Imperador!?
. - Sim! (continuou Jurema) cujo Imperador será Eufrásio, que neste
instante já se prepara para partir no rumo de sua missão...
Deveras, foi horrível aquela noite. Frustamento, sonhos pesados,
porém ninguém ousava dizer nada, até que Pai João quebrou o silencio.
- Sim! (disse Jurema) uma morrerá e Iramar se casará por ultimo
e, depois todos nós partiremos de lá para outro lugar aqui perto...
A vida continuava. Logo se acostumaram com a saída de Eufrásio.
Reinava agora um suspense. Sempre sustos, reparações doutrinárias, uma
harmonia quase de medo. Certo dia Pai João se juntou na fogueira e começou
a falar:
- Vejam meus filhos, como a lei segura o homem. Vê-se assim,
como o homem pode ser punido pela próprias leis que estabelece, sem se
desviar deles. São as leis feitas pelos homens, que punem. Os poderes
superiores podem proteger o homem da forças negativas que causam
doenças e sofrimento, porém, o pedido de proteção, segurança contida de
paz, harmonia do nosso todos, isto é possível somente na Lei do Auxilio.
Fazendo a caridade é que abatemos na lei do nosso carma. O sofrimento
de hoje é a luz do amanhã. Individualizamos a vida e no entanto, somos
guiados por Deus. Há muito séculos o homem tentou criar e fez a força
cega em si mesma, dirigida pelo Chefe das Almas...
Pai Zé Pedro ouvia atento as palavras de Pai João, e remoia em seu
canto a falta, a transformação de Eufrásio.
Em dado momento perguntou Pai Zé Pedro:
- João, o que é Deus? Não é dado ao homem conhecer Deus, que
si mesmo deve compreender? Sabemos que um homem está com Deus
pelo seu procedimento. Por que regride o homem? Eufrásio estava em
Deus, como pode cair tão de repente?
- Sim Zé Pedro, cuidado com a tua forma de pensar, vançê é um
nego velho pro chicote e não apara julgar com tanta convicção.
Os dois começaram a rir e João disse com amor:
- Sim Zé Pedro, ouça bem o que diz Vô Agripino: Deus é
absolutamente fé, é absolutamente razão; e ser a razão, é ser a ciência,
Eufrásio não estava em Deus, Deus tentava penetrar apenas em seu coração,
como tocou ao vosso naquela noite.
- Como!? (pergunta Zé Pedro).
- Assumido com Eufrásio os seus desatinos! Afirmou Pai João.
- Então tudo perdido? (indagou Zé Pedro).
- Não Zé Pedro, nada se perdeu, muito pelo contrário, Eufrásio
saiu para cumprir seu destino. Deus não lhe daria o perdão de suas faltas
por aquele curto tempo em que esteve paralítico aqui na cabana. Espancou
muitos homens, foi o pivô da noite trágica. Quantas mortes em seu nome?
Tudo o que aconteceu foi a bem do seu espírito, não se esqueça do que
disse o Caboclo Pena Branca: Breve muito breve, iremos nos encontrar,
Salve Deus!
- João, na verdade o homem não tem capacidade de julgar o
outro.
Os dois começaram a sorrir, achando graça daquelas coisas que
falaram e que tanto lhes fizera bem. Tudo vinha de Vô Agripino a Pai João.
Felizes, felizes estavam agora. Recordavam de sua vida passada, o
porquê daquela escravidão.
A felicidade porém durou pouco. Como por encanto um temporal,
como um furacão, ameaçava aquela aldeia – o mar crescia, as árvores
chegavam suas copas no chão. Pai Zé Pedro e Pai João juntavam a todos e
em súplicas olhavam o céu. As palavras de Vô Agripino, eram agora o leme
daquele povo: “CORAGEM! FIRMEZA! A FÉ, O AMOR; SÓ DEUS”...
Quando a voz do índio Estrangeiro, como uma melodia de paz se
fez ouvir: É A HORA DE POMPÈIA! Foi a voz direta.
Todos ouviam e viam seus olhos verdes incomparáveis, iluminando
naquela escuridão. Logo todos estavam juntos.
Oh! Meu Deus! Em que plano? Em que dimensão? Foram todos
ou ficou alguém, alguns daqueles pobres missionários!?
Meu filho Jaguar: nós veremos na próxima semana um outro
capítulo, porque Rafael, Jorge. Vildinha, Soares e Izaura precisam de mim,
e eu sua Mãe em Cristo, vou atende-los.
Sua Mãe em Cristo
Vale do Amanhecer-DF. 16 de maio de 1980